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Polícia investiga esquema criminoso de R$ 500 milhões no Ceará e em Minas Gerais

No Ceará, as diligências ocorrem nos municípios de Morada Nova, Aracati, Fortaleza, Jaguaribara e Ibicuitinga. Em Minas Gerais, os trabalhos se concentram na capital, Belo Horizonte

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Polícia investiga esquema criminoso de R$ 500 milhões no Ceará e em Minas Gerais
Foto: GCMais

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE) deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), a Operação Consorte, uma ofensiva que se estende por cidades do Ceará e chega até Belo Horizonte, em Minas Gerais. A ação mobiliza 108 agentes das forças de segurança, divididos em 27 equipes operacionais, com a missão de aprofundar investigações sobre uma organização criminosa com atuação interestadual.

Ao todo, estão sendo cumpridos 27 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão, expedidos pela Justiça Eleitoral. No Ceará, as diligências ocorrem nos municípios de Morada Nova, Aracati, Fortaleza, Jaguaribara e Ibicuitinga. Em Minas Gerais, os trabalhos se concentram na capital, Belo Horizonte.

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Operação mira estrutura financeira do crime organizado

De acordo com as autoridades, a organização teria movimentado mais de R$ 500 milhões por meio de esquemas complexos, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro e outros crimes correlatos.

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As investigações apontam para o uso de mecanismos sofisticados de ocultação de recursos ilícitos, estratégia comum em organizações criminosas que tentam dar aparência legal a valores obtidos de forma ilegal. A nova fase da operação representa um avanço nesse rastreamento financeiro, considerado essencial para enfraquecer o funcionamento dessas estruturas.

A ofensiva é um desdobramento da Operação Traditori, realizada anteriormente, que já havia levado à prisão de agentes políticos ligados à região investigada. Agora, o foco se amplia para identificar conexões financeiras e possíveis ramificações do grupo em outros estados.

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Ação integrada reforça combate ao crime no Ceará

A atuação conjunta das forças de segurança é um dos principais pilares da operação. A FICCO/CE reúne diferentes instituições, como as polícias Civil, Federal e Militar, além da Polícia Rodoviária Federal, Perícia Forense, Secretaria de Administração Penitenciária, Secretaria da Segurança Pública e a Secretaria Nacional de Políticas Penais.

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Essa integração permite o compartilhamento de informações e estratégias, aumentando a eficiência das investigações e das ações em campo. Para os agentes envolvidos, o trabalho conjunto é fundamental para enfrentar organizações criminosas cada vez mais estruturadas e com atuação além das fronteiras estaduais.

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Nos bastidores da operação, há também o impacto humano. Moradores das cidades alvo acompanham a movimentação policial desde as primeiras horas do dia, entre a surpresa e a expectativa por respostas. Em regiões menores, como Jaguaribara e Ibicuitinga, a presença das equipes chama atenção e reforça a sensação de que o combate ao crime está em curso.

As investigações seguem em andamento, e novas fases da operação não estão descartadas. A expectativa das autoridades é de que o avanço no rastreamento financeiro ajude a revelar toda a extensão do esquema e a responsabilizar os envolvidos.

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