O mercado financeiro brasileiro encerrou esta sexta-feira (8) em forte recuperação, com o dólar fechando abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024. O movimento ocorreu em meio à repercussão do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além da divulgação de dados positivos sobre o mercado de trabalho norte-americano e da redução das preocupações com uma possível escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.
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O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,894, com queda de 0,60%, equivalente a R$ 0,029. Esse foi o menor valor de fechamento da moeda norte-americana desde 15 de janeiro de 2024. No acumulado de 2026, a divisa já registra desvalorização de 10,84% frente ao real.
Especialistas do mercado apontam que o cenário internacional mais favorável contribuiu para fortalecer moedas de países emergentes, incluindo o real. A leitura dos investidores foi impulsionada principalmente pelos indicadores econômicos divulgados nos Estados Unidos, considerados acima das expectativas do mercado.
Dados dos EUA impulsionam mercados globais
O principal fator para o bom desempenho dos ativos financeiros foi a divulgação dos dados de emprego dos Estados Unidos. O relatório mostrou criação de vagas acima do esperado, reduzindo receios de desaceleração econômica e diminuindo as preocupações com uma inflação mais persistente na maior economia do mundo.
A melhora na percepção sobre a atividade econômica norte-americana também teve reflexo positivo em bolsas internacionais. Em Wall Street, o índice S&P 500 avançou 0,84%, refletindo maior apetite ao risco por parte dos investidores.
Outro elemento acompanhado pelo mercado foi a redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Investidores reagiram positivamente aos sinais de continuidade do cessar-fogo envolvendo Estados Unidos e Irã, apesar de novas declarações do governo norte-americano pressionando Teerã em relação ao programa nuclear iraniano.
Dólar abaixo de R$ 4,90 e impacto no mercado brasileiro
Com o ambiente externo mais favorável, o principal índice da bolsa brasileira também registrou recuperação. O Ibovespa fechou em alta de 0,49%, aos 184.108 pontos, impulsionado principalmente pelas ações de bancos e mineradoras.
Apesar da recuperação registrada nesta sexta-feira, o índice acumulou queda de 1,71% na semana. Ainda assim, no acumulado do ano, o mercado acionário brasileiro mantém valorização de 14,26%.
Analistas avaliam que o comportamento do dólar e da bolsa segue diretamente ligado às expectativas sobre juros nos Estados Unidos, cenário fiscal brasileiro e movimentações geopolíticas globais. A aproximação diplomática entre Brasil e Estados Unidos também foi observada por investidores durante o pregão.
O encontro entre Lula e Donald Trump ocorreu um dia antes da forte valorização dos ativos brasileiros. Embora o mercado tenha reagido principalmente aos dados econômicos internacionais, o cenário político e diplomático também esteve no radar dos investidores ao longo do dia.
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Petróleo fecha em alta apesar de tensões reduzidas
Mesmo com a diminuição das preocupações imediatas envolvendo o Oriente Médio, os preços do petróleo encerraram o dia em alta no mercado internacional.
O barril do petróleo Brent, referência global, subiu 1,23% e fechou cotado a US$ 101,29. Já o WTI, referência no mercado norte-americano, avançou 0,64%, encerrando o dia a US$ 95,42.
Apesar da alta desta sexta-feira, os contratos de petróleo terminaram a semana acumulando perdas superiores a 6%, refletindo a volatilidade causada pelas tensões geopolíticas recentes.
Os investidores seguem atentos à situação no Estreito de Ormuz, considerado uma das principais rotas estratégicas para o transporte mundial de petróleo. O Comando Central dos Estados Unidos informou que dezenas de navios-tanque ainda enfrentam dificuldades para circular em portos iranianos devido ao cenário de instabilidade na região.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o governo norte-americano aguarda uma resposta do Irã sobre a proposta de encerramento do conflito. Ao mesmo tempo, Donald Trump voltou a pressionar Teerã e reiterou cobranças relacionadas ao programa nuclear iraniano.
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