A devoção a Nossa Senhora de Fátima é comum na fé popular do Ceará — e, em muitos casos, é creditada como meio pelo qual acontecem milagres nas vidas dos fiéis. Histórias semelhantes se acumulam em diferentes municípios do estado, sendo a de Ricardo de Paula uma delas.
História de Ricardo de Paula
Ele, que é músico profissional e devoto à santa, atribui a ela a recuperação de um período turbulento na sua saúde. Ao falar com a equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza, ele conta que a fé em Nossa Senhora de Fátima foi fundamental durante o período em que enfrentou três acidentes vasculares cerebrais (AVCs). A história é lembrada no mês dedicado à santa, celebrado em maio pelos católicos.
Ricardo construiu carreira na música ao lado de artistas, trabalhou com venda de instrumentos musicais e também realizou apresentações interpretando canções como cover de Frank Sinatra. Segundo ele, a rotina mudou aos 61 anos, quando passou mal a caminho de uma apresentação em um casamento no interior do Ceará.
[caption id="attachment_643626" align="alignnone" width="1024"]Ricardo de Paula atuando como cover de Frank Sinatra[/caption]
O músico foi transferido para Fortaleza após sofrer o primeiro AVC. Durante a internação, ele afirma ter recorrido à oração. “Eu me peguei com a fé que eu sempre tive, com Nossa Senhora, me peguei com ela e pedi que resolvesse da melhor maneira possível, pedisse ao filho dela, Jesus, que me ajudasse. E fui atendido”, relatou Ricardo de Paula.
Milagres de Nossa Senhora de Fátima: músico fala sobre graça alcançada
Dois anos depois, ele sofreu um segundo AVC. Cerca de seis meses depois, veio o terceiro episódio. Segundo Ricardo, a recuperação aconteceu sem sequelas significativas.
“Confiança e a fé. Porque eu já tinha escapado do primeiro, então o que viria seria uma consequência pequena, e realmente não houve consequência. Não ficou sequela nenhuma dos dois. A boca, quando entortou, voltou ao normal em questão de menos de uma hora. E eu fiquei fora do ar, realmente, e apenas não sabia o que estava acontecendo, mas voltei e pronto, acabou-se. Não tive mais... Mas a fé estava lá, todo tempo, em oração, em oração, sempre, sempre, sempre”, afirmou.
Atualmente, Ricardo mantém objetos e imagens de Nossa Senhora de Fátima espalhados pela casa onde mora. Após o primeiro AVC, ele também fez uma promessa relacionada à devoção. Segundo o músico, ele passou a usar apenas camisas com imagens de Nossa Senhora. Hoje, possui mais de 140 peças.
“Doei todas as minhas roupas. Eu não tenho aqui uma camisa que não seja de Nossa Senhora. Hoje, contando com essa daqui, que é agora da nossa festa da Igreja de Fátima, Eu tenho 142 camisas. Às vezes a pessoa diz assim, mas rapaz, você virou o quê? Logicamente, uma forma que eu tenho de mostrar a minha fé, em quem eu tenho fé, e o agradecimento meu a Nossa Senhora”, disse.
Ricardo contou ainda que a devoção começou na infância, em Maranguape, influenciada pela família e pelo hábito de rezar o terço diariamente.
“Eu venho de um berço mariano, meu pai era Mário, o nome dele. Muito devoto em Nossa Senhora, e a devoção vem desde criança. Minha filha se chama Mariana e o meu filho se chama Mário. Então, pronto, minha vida gira em função da minha fé. Logicamente, não é fanatismo, não é nada, é amor”, declarou.
Nove anos após o primeiro AVC, Ricardo afirma que continua seguindo a promessa feita durante o período de recuperação e atribui à intercessão de Nossa Senhora de Fátima a recuperação sem sequelas graves.
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