Uma operação da Polícia Civil do Ceará resultou na prisão de quatro pessoas investigadas por envolvimento em pichações com referências a uma facção criminosa de origem carioca. As capturas aconteceram entre os dias 7 e 12 de maio em ações realizadas no Ceará e no Rio Grande do Norte.
As investigações tiveram início após a identificação de diversas pichações criminosas espalhadas por diferentes regiões do município de Jardim, no interior cearense, em setembro de 2025.
Com o avanço das diligências, os investigadores identificaram suspeitos apontados como participantes diretos dos atos criminosos. A partir das provas reunidas durante a apuração, a Polícia Civil solicitou à Justiça mandados de prisão preventiva contra os envolvidos.
As ações foram coordenadas pela Delegacia de Polícia Civil de Jardim, com apoio da 2ª Seccional do Interior Sul, sediada em Juazeiro do Norte, além da participação operacional da Polícia Militar do Ceará.
Polícia identifica envolvidos em pichações criminosas no Ceará
Segundo a Polícia Civil, as pichações investigadas continham referências ligadas a um grupo criminoso de origem carioca. As inscrições foram registradas em diferentes pontos do município de Jardim e passaram a ser alvo de investigação após denúncias e levantamentos realizados pelas forças de segurança.
A apuração buscou identificar os responsáveis pelas pichações e possíveis conexões com organizações criminosas.
Durante as diligências, os investigadores reuniram informações consideradas suficientes para representar pelas prisões preventivas dos suspeitos junto ao Poder Judiciário.
Prisões aconteceram no Ceará e no Rio Grande do Norte
O primeiro mandado foi cumprido no dia 7 de maio, contra um homem de 24 anos localizado no município de Jardim.
Na mesma data, uma mulher de 22 anos teve o mandado cumprido em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Ela já estava presa por tráfico de drogas e possui antecedentes criminais por homicídio.
Ainda no dia 7, outro investigado, um homem de 22 anos, teve mandado de prisão cumprido em Juazeiro do Norte. Conforme a Polícia Civil, ele já estava custodiado em unidade prisional e possui antecedentes por homicídio e posse irregular de arma de fogo.
A quarta prisão aconteceu no dia 12 de maio, em Fortaleza.
A suspeita, uma mulher de 39 anos, foi capturada no bairro Jardim América, na Área Integrada de Segurança 6 (AIS 6). Segundo as autoridades, ela possui antecedentes por tráfico de drogas e crime de periclitação da vida.
Investigações começaram após pichações em Jardim
As pichações investigadas foram registradas em setembro do ano passado e chamaram atenção das forças de segurança pela presença de referências associadas ao crime organizado. A Polícia Civil não informou quantos imóveis ou espaços públicos foram atingidos pelas inscrições criminosas.
As investigações também contaram com apoio da Polícia Militar, que auxiliou no levantamento de informações utilizadas durante os trabalhos policiais. As forças de segurança vêm intensificando ações para combater manifestações associadas a facções criminosas no Ceará, incluindo pichações utilizadas para intimidação e marcação territorial.
Entre os quatro investigados presos, três já possuíam antecedentes por crimes graves.
Segundo a Polícia Civil:
- uma das mulheres responde por homicídio e tráfico de drogas;
- um dos homens possui antecedentes por homicídio e posse irregular de arma de fogo;
- outra suspeita já havia sido investigada por tráfico de drogas e crime de periclitação da vida.
Após as capturas, todos os suspeitos foram colocados à disposição do Poder Judiciário.
SSPDS reforça canais de denúncia anônima
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) reforçou que a população pode colaborar com investigações policiais por meio de denúncias anônimas. As informações podem ser encaminhadas pelo Disque-Denúncia 181.
Também é possível realizar denúncias pelo WhatsApp da SSPDS, no número (85) 3101-0181, com envio de mensagens, fotos, vídeos e áudios. Outra alternativa é a plataforma “e-denúncia”, disponível no site oficial do serviço.
Segundo a Secretaria, o sigilo e o anonimato dos denunciantes são garantidos.




