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POLÍTICA

Intercept divulga novos documentos sobre filme de Bolsonaro e cita atuação de Eduardo

Reportagem do Intercept Brasil aponta que Eduardo Bolsonaro teria participado da produção-executiva e da articulação financeira do filme “Dark Horse”, projeto biográfico sobre Jair Bolsonaro

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Intercept divulga novos documentos sobre filme de Jair Bolsonaro e cita atuação de Eduardo Bolsonaro
Intercept publica documentos inéditos sobre filme ligado à família Bolsonaro. Foto: Reprodução

O Intercept Brasil publicou nesta sexta-feira (15) uma nova reportagem com documentos, contratos e trocas de mensagens relacionados ao filme “Dark Horse”, produção biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o material divulgado, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teria atuado como produtor-executivo do projeto e participado de discussões envolvendo gestão financeira e captação de recursos para o longa-metragem.

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De acordo com a publicação, os registros obtidos pelo portal contradizem declarações feitas anteriormente por Eduardo Bolsonaro em uma postagem nas redes sociais. Na ocasião, ele afirmou que apenas havia cedido direitos de imagem relacionados ao filme e negou participação em funções de gestão.

A reportagem aponta que um contrato de produção assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em janeiro de 2024 o coloca, ao lado do deputado federal Mario Frias (PL-SP) e da produtora GoUp Entertainment, como produtor-executivo do projeto.

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Segundo o documento citado pelo Intercept, os responsáveis pela produção teriam participação em decisões estratégicas ligadas ao financiamento do filme, incluindo busca de investidores, captação de recursos e análise de incentivos fiscais e patrocínios.

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O que dizem os documentos divulgados pelo Intercept

A reportagem afirma que o contrato foi firmado em novembro de 2023 e previa que os produtores-executivos participariam de atividades ligadas ao desenvolvimento do projeto cinematográfico.

Entre as funções descritas no documento estariam:

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  1. considerações estratégicas sobre financiamento;
  2. preparação de materiais para investidores;
  3. identificação de recursos para o filme;
  4. busca por incentivos fiscais;
  5. captação de patrocínios.
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O Intercept também afirma que outro documento, tratado como minuta de aditivo contratual, classificaria Eduardo Bolsonaro como financiador do projeto. Segundo a publicação, não há confirmação se esse aditivo chegou a ser oficialmente assinado.

A reportagem destaca ainda que a produtora responsável pelo filme seria a GoUp Entertainment, empresa sediada nos Estados Unidos.

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Contrato aponta Eduardo Bolsonaro como produtor-executivo

Segundo o Intercept, o contrato atribui a Eduardo Bolsonaro e a Mario Frias funções ligadas à produção-executiva do filme “Dark Horse”. A publicação afirma que esse tipo de função pode envolver poder de decisão relacionado à gestão financeira e ao orçamento da obra audiovisual.

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Em nota enviada ao portal, a defesa de Mario Frias afirmou que Eduardo Bolsonaro “não é e nunca foi produtor-executivo” do filme e que ele não teria recebido valores do fundo de investimento relacionado ao projeto.

O Intercept informou ainda que procurou Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro, Mario Frias e outros citados na reportagem, mas que não havia recebido respostas até a publicação do conteúdo. O espaço, segundo o portal, segue aberto para manifestações.

Mensagens citam articulação financeira do filme

A reportagem também reproduz trechos de mensagens atribuídas a Eduardo Bolsonaro e ao empresário Thiago Miranda, fundador do Portal Leo Dias. Segundo o Intercept, as conversas tratariam de alternativas para envio de recursos financeiros aos Estados Unidos relacionados ao projeto cinematográfico.

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Em um dos diálogos reproduzidos pela reportagem, Eduardo Bolsonaro teria comentado dificuldades envolvendo transferências internacionais de valores e sugerido estratégias para agilizar remessas financeiras.

O portal afirma que as mensagens teriam sido encaminhadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, apontado pela publicação como um dos envolvidos nas tratativas financeiras relacionadas ao filme.

A reportagem também menciona investigação da Polícia Federal sobre possível utilização de recursos ligados ao projeto cinematográfico para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

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Plano de negócios previa captação milionária

Segundo o material divulgado pelo Intercept, o filme “Dark Horse” teria previsão orçamentária entre 23 milhões e 26 milhões de dólares, valor considerado elevado para padrões do mercado audiovisual brasileiro. Os documentos analisados pelo portal apontariam estratégia de captação baseada na venda de cotas de investimento para financiar o projeto.

Ainda de acordo com a publicação, alguns pacotes ofereciam benefícios diferenciados aos investidores, incluindo participação em decisões da produção. A reportagem afirma também que um dos planos de investimento mencionava possibilidade de “oportunidade de imigração” para os Estados Unidos ligada aos aportes financeiros.

O Intercept informou que parte dos documentos e mensagens analisados envolve empresas e fundos sediados nos Estados Unidos ligados a aliados de Eduardo Bolsonaro. O caso ganhou repercussão nas redes sociais após o perfil oficial do Intercept Brasil publicar mensagens afirmando possuir novos “prints e documentos” relacionados ao deputado federal licenciado.

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Até o momento, não houve manifestação pública adicional de Eduardo Bolsonaro sobre o novo conteúdo divulgado pela reportagem.

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