Fortaleza registrou o maior número de nascimentos entre as capitais do Nordeste em 2024 e também apareceu entre as cinco cidades brasileiras com mais registros de nascidos vivos no país. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e reforçam o peso populacional da capital cearense no cenário nacional.
Ao longo do ano, Fortaleza contabilizou 27.888 nascidos vivos. No ranking nacional, a capital ficou atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Manaus.
O levantamento integra a pesquisa “Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos 2024”, produzida pelo IBGE. Os números ajudam a medir tendências demográficas e servem de base para planejamento em áreas como saúde, educação, assistência social e infraestrutura urbana.
Fortaleza lidera número de nascimentos entre capitais do Nordeste
Entre os municípios nordestinos, Fortaleza aparece na liderança em quantidade de nascidos vivos registrados em 2024. Salvador ocupa a segunda posição na região, com cerca de 23 mil registros no período.
No cenário nacional, São Paulo segue liderando com mais de 120 mil nascimentos. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com aproximadamente 57 mil, Brasília, com 33 mil, e Manaus, com cerca de 31 mil registros.
Ao todo, o Nordeste contabilizou 670.650 nascidos vivos em 2024, segundo o IBGE.
Os dados também mostram a concentração populacional nas grandes capitais brasileiras e indicam aumento na demanda por serviços públicos ligados à primeira infância, especialmente maternidades, creches e atendimento pediátrico.
Ceará registra mais de 106 mil nascidos vivos em 2024
Em todo o Ceará, foram registrados 106.037 nascimentos ao longo de 2024.
O levantamento aponta ainda o perfil etário predominante das mães no estado. Mulheres entre 25 e 29 anos concentraram o maior número de partos, somando 28.267 registros.
Na sequência aparecem:
- mães entre 20 e 24 anos, com 23.705 partos;
- mulheres de 30 a 34 anos, com 22.594 nascimentos.
Os números seguem uma tendência observada em outras regiões do Brasil, marcada pela concentração da maternidade em faixas etárias adultas jovens.
Mulheres entre 25 e 29 anos concentram maior número de partos
Os dados divulgados pelo IBGE também ajudam a traçar o perfil demográfico da maternidade no Ceará.
Embora mulheres entre 20 e 24 anos ainda representem parcela significativa dos nascimentos, a faixa entre 25 e 29 anos continua predominando no estado.
Especialistas costumam associar esse comportamento a fatores como maior acesso à educação, inserção no mercado de trabalho e planejamento familiar.
As estatísticas também servem de base para políticas públicas voltadas ao fortalecimento do pré-natal, ampliação da rede obstétrica e atendimento infantil nos municípios cearenses.
Ceará também registra alta nos índices de mortalidade infantil
Apesar do elevado número de nascimentos, o levantamento do IBGE também acende alerta para os índices de mortalidade infantil no Ceará.
Segundo a pesquisa, o estado registrou 1.400 mortes de crianças menores de 5 anos em 2024, ficando entre os maiores números do Nordeste. Na região, o Ceará aparece atrás apenas da Bahia, Pernambuco e Maranhão.
Entre bebês com menos de 1 ano de idade, foram contabilizados 1.206 óbitos no território cearense.
Em todo o Nordeste, o total estimado de mortes de crianças menores de 1 ano chegou a 9.202 casos. A Bahia lidera os registros, com 2.434 mortes, seguida por Pernambuco, com 1.511, e Maranhão, com 1.324.
Os indicadores de mortalidade infantil são utilizados como referência para avaliar condições de acesso à saúde, saneamento básico, assistência pré-natal e qualidade do atendimento nos primeiros anos de vida.




