A volta ao mundo realizada pelo piloto cearense Alexandre Frota ganhou mais um capítulo de improvisos e mudanças inesperadas de rota nesta quarta-feira (20). Após deixar Atenas sem um destino confirmado, o aviador conseguiu autorização de última hora para pousar em Creta, a maior ilha da Grécia, localizada no Mar Mediterrâneo.
O piloto pretendia permanecer mais tempo na capital grega depois de registrar imagens aéreas da Acrópole de Atenas. No entanto, o aeroporto autorizou apenas uma noite de permanência da aeronave, obrigando a equipe a reorganizar rapidamente a próxima etapa da viagem.
Sem definição imediata de pouso, Alexandre decolou ainda em meio às negociações para conseguir autorização em outro aeroporto grego.
A liberação para aterrissar em Creta acabou sendo confirmada pouco antes da partida.
Mudança de rota aconteceu poucas horas antes da decolagem
Segundo o piloto, a autorização para pouso na ilha grega foi obtida já próximo do horário da decolagem, exigindo adaptações imediatas no planejamento operacional da expedição.
A situação reforça um dos principais desafios enfrentados ao longo da volta ao mundo: lidar diariamente com burocracias internacionais, disponibilidade aeroportuária, regras de permanência e liberações de voo em diferentes países.
Mesmo diante da indefinição, o trajeto entre Atenas e Creta ocorreu sem intercorrências.
A nova parada também permitiu reorganizar etapas consideradas estratégicas para a continuidade da jornada.
Piloto avança no planejamento da etapa pela África e Ásia
Já instalado em Creta, Alexandre Frota aproveitou o período na ilha para concentrar esforços no planejamento das próximas fases da expedição.
Segundo ele, a prioridade agora é avançar nas questões burocráticas necessárias para a travessia pela África e Ásia, trechos considerados decisivos dentro da rota da volta ao mundo.
Entre as pendências está a obtenção de um visto específico de tripulação para entrada na China. O documento passou a ser necessário após alterações logísticas provocadas pela dificuldade de abastecimento em Taiwan.
A mudança obrigou a equipe a redesenhar parte do trajeto originalmente previsto para a Ásia.
Viagem pela Europa segue marcada por desafios logísticos
A etapa europeia da viagem já incluiu passagens por Portugal, Espanha, França, Itália e Grécia, além de voos sobre locais históricos e regiões de intensa atividade geológica.
Um dos momentos mais marcantes ocorreu durante o sobrevoo do Monte Etna, considerado o maior vulcão ativo da Europa.
A expedição começou há mais de dois meses em Fortaleza e deve seguir agora rumo ao continente africano antes de avançar para o Oriente Médio e a Ásia.
Mesmo com mudanças frequentes de rota, exigências burocráticas e adaptações operacionais, o projeto Frotas Pelo Mundo continua avançando em direção às próximas etapas da volta ao mundo.




