A volta ao mundo realizada pelo piloto cearense Alexandre Frota, conhecido como Alex Bacana, entrou em uma das fases mais delicadas da expedição internacional. Depois de enfrentar temperaturas de até -20 °C durante a travessia do Ártico e da Groenlândia, o aviador agora encara calor extremo no Oriente Médio antes de um voo considerado por ele um dos mais tensos da jornada.
Nesta quarta-feira (27), Alex pousou em AlUla, cidade localizada no interior da Arábia Saudita, onde a temperatura na pista chegou aos 50 °C. Segundo o piloto, o calor intenso mudou completamente a rotina logo após o desembarque.
Ele contou que saiu diretamente do aeroporto para o hotel e só voltou às ruas no início da noite, quando as temperaturas começaram a diminuir.
Piloto enfrenta calor extremo antes de voo para Dubai
A próxima etapa da expedição será um voo de oito a nove horas até Dubai, trecho que exige planejamento especial por causa do cenário geopolítico da região.
Segundo Alex, parte da rota passa próxima de áreas com restrições operacionais relacionadas aos conflitos no Oriente Médio.
O piloto afirmou que a chegada e a saída de Dubai representam atualmente as etapas mais sensíveis da viagem em termos de segurança aérea e burocracia internacional.
De acordo com ele, as equipes responsáveis pelo planejamento seguem analisando quais corredores aéreos podem ser utilizados com segurança, principalmente em regiões próximas de Bahrein e Catar.
Rota no Oriente Médio exige planejamento por conflitos aéreos
Antes de chegar ao Oriente Médio, a expedição passou por algumas das regiões mais extremas do planeta.
O piloto cruzou áreas congeladas do norte do Canadá, sobrevoou a Groenlândia e enfrentou condições severas durante a travessia do Atlântico Norte rumo à Islândia.
Depois disso, a viagem avançou pela Europa, incluindo passagens por Reino Unido, França, Espanha, Portugal, Itália e Grécia.
Na França, Alex chegou a pousar em uma pista de grama com apenas 700 metros cercada por árvores. Já na Espanha, encontrou o aviador espanhol Miguel Gordillo, referência mundial em voos de volta ao mundo.
Expedição já passou pelo Egito e deve durar mais alguns meses
Antes da chegada à Arábia Saudita, o piloto também passou pelo Egito, onde visitou as pirâmides, navegou pelo Rio Nilo e registrou imagens aéreas da região.
A estadia no país teve momentos de tensão depois que agentes de segurança encontraram um drone na bagagem do aviador durante uma visita turística. Segundo Alex, o equipamento é proibido no Egito sem autorização específica.
A jornada iniciada em Fortaleza já ultrapassou 60 dias e deve continuar pelos próximos meses.
O planejamento prevê agora a travessia do Oriente Médio, seguida por voos sobre Índia, Sudeste Asiático e Oceania, incluindo a chegada à Austrália.
Segundo o piloto, a missão é atravessar cerca de 45 países em cinco continentes até a conclusão da volta ao mundo.




