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Flávio e Eduardo Bolsonaro comemoram decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas: 'Grande dia!'

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro também comentou a decisão americana nas redes sociais.

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Flávio e Eduardo Bolsonaro comemoram decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas: 'Grande dia!'
Em uma das publicações feitas nas redes sociais, Flávio Bolsonaro agradeceu ao presidente dos Estados Unidos (Foto: Redes sociais)


O senador Flávio Bolsonaro comemorou nesta quinta-feira (28) a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar chamou o anúncio de “grande dia” e afirmou que havia solicitado diretamente ao governo norte-americano a adoção da medida.

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O posicionamento ocorre após o Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmar que as duas facções serão incluídas nas listas de “Terroristas Globais Especialmente Designados” (SDGTs) e de “Organizações Terroristas Estrangeiras” (FTOs). Segundo o governo americano, a medida deve entrar em vigor oficialmente no próximo dia 5 de junho.

Na prática, a decisão amplia o alcance jurídico e financeiro das autoridades americanas sobre integrantes, apoiadores e possíveis redes de financiamento ligadas às facções brasileiras.

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Flávio Bolsonaro comemora decisão dos Estados Unidos

Em uma das publicações feitas nas redes sociais, Flávio Bolsonaro agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao secretário de Estado americano, Marco Rubio.

O senador afirmou que um em cada quatro brasileiros vive em áreas dominadas por facções criminosas e argumentou que parte da população não teria soberania plena dentro das próprias comunidades devido ao controle exercido por grupos ligados ao narcotráfico.

Segundo o parlamentar, o pedido para que PCC e Comando Vermelho fossem classificados como organizações terroristas teria sido feito durante encontros recentes com integrantes do governo americano.

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Nesta semana, Flávio Bolsonaro esteve nos Estados Unidos e se reuniu com Donald Trump e Marco Rubio. De acordo com o senador, o tema foi tratado durante as conversas realizadas em Washington.

Eduardo Bolsonaro também comentou classificação das facções

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro também comentou a decisão americana nas redes sociais.

Em publicação direcionada a Marco Rubio, Eduardo afirmou que “brasileiros que respeitam a lei” agradecem o compromisso do governo dos Estados Unidos no combate às facções criminosas.

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A postagem utilizou uma imagem de manifestação realizada em 7 de setembro do ano passado, em que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro apareciam segurando bandeiras dos Estados Unidos.

Nos bastidores, aliados ligados ao ex-presidente vinham defendendo há meses que Washington endurecesse o tratamento contra organizações criminosas brasileiras com atuação internacional.

EUA afirmam que PCC e CV ameaçam segurança internacional

Ao anunciar a medida, o Departamento de Estado afirmou que PCC e Comando Vermelho estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil.

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O governo americano declarou que as facções comandam milhares de integrantes e estão ligadas a ataques contra policiais, autoridades públicas e civis.

Marco Rubio afirmou que as atividades das organizações ultrapassam as fronteiras brasileiras e atingem outros países da América Latina e também os Estados Unidos.

Segundo o secretário de Estado, a administração Trump pretende utilizar mecanismos financeiros, diplomáticos e jurídicos para interromper o financiamento de grupos ligados ao narcotráfico.

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A classificação como organização terrorista amplia as possibilidades de sanções econômicas, bloqueio de ativos financeiros e restrições contra integrantes e apoiadores das facções.

Além disso, a legislação americana passa a considerar crime qualquer apoio material aos grupos, incluindo envio de recursos, logística, treinamento ou prestação de serviços.

Governo Lula diverge da definição adotada pelos americanos

A decisão dos Estados Unidos ocorre em meio a divergências entre Washington e Brasília sobre o enquadramento jurídico das facções brasileiras.

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Nos bastidores, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentavam evitar que PCC e Comando Vermelho fossem classificados como grupos terroristas.

A avaliação do Palácio do Planalto é que a medida poderia abrir margem para ações internacionais mais duras por parte dos Estados Unidos.

O governo brasileiro sustenta que, pela legislação nacional, facções criminosas não se enquadram na definição jurídica de terrorismo.

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Em 2025, o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, afirmou que organizações como PCC e Comando Vermelho possuem finalidade econômica ligada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro, sem motivação ideológica, política ou religiosa.

A Lei Antiterrorismo brasileira, sancionada em 2016, estabelece que atos terroristas devem envolver motivações relacionadas a preconceito, discriminação ou extremismo ideológico e religioso.

Entenda o que muda com a classificação de terrorismo

Nos Estados Unidos, autoridades avaliam que a atuação internacional das facções e o impacto do narcotráfico justificam a inclusão dos grupos nas listas de terrorismo.

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A classificação como “Terroristas Globais Especialmente Designados” permite bloqueio de ativos financeiros, aplicação de sanções econômicas e restrições contra pessoas ou empresas associadas aos grupos.

Já a designação como “Organizações Terroristas Estrangeiras” torna crime, nos Estados Unidos, qualquer tipo de apoio material às facções, incluindo envio de dinheiro, armas, treinamento, logística ou prestação de serviços.

Relatórios e investigações conduzidas por órgãos americanos apontam presença de integrantes do PCC em estados como Flórida, Nova York, Nova Jersey, Connecticut e Tennessee.

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O PCC é considerado por autoridades internacionais uma das maiores organizações criminosas das Américas, com atuação em dezenas de países.

A decisão anunciada pelo governo americano deve ampliar a pressão internacional sobre as facções brasileiras e aprofundar o debate diplomático sobre o combate ao crime organizado transnacional.


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