A denúncia de assédio envolvendo um professor de uma escola pública de Fortaleza levou ao afastamento imediato do servidor e mobilizou a Secretaria Municipal da Educação (SME) e a Polícia Civil do Ceará. O caso ocorreu nesta quarta-feira (27) na Escola Municipal José Bonifácio de Sousa, localizada no bairro Pici, na capital cearense.
Segundo informações divulgadas oficialmente, a denúncia foi feita por uma estudante adolescente da unidade de ensino. O relato aponta que o episódio teria ocorrido durante o intervalo das aulas, dentro da própria escola.
Após tomar conhecimento da situação, a Secretaria Municipal da Educação informou que adotou medidas administrativas imediatas, incluindo o afastamento do professor das atividades enquanto o caso é investigado.
Professor é afastado após denúncia de assédio em escola pública de Fortaleza
Em nota, a SME confirmou o afastamento do profissional e afirmou que acompanha o caso por meio das equipes responsáveis pelo acolhimento social e psicológico.
A pasta ressaltou ainda que adota postura de rigor diante de denúncias de violência no ambiente escolar e repudiou qualquer tipo de violência verbal, física ou psicológica dentro das unidades da rede municipal.
O nome do professor não foi divulgado oficialmente.
A Escola Municipal José Bonifácio de Sousa, onde ocorreu o caso, fica no bairro Pici, uma das regiões mais populosas de Fortaleza. A situação gerou preocupação entre pais, responsáveis e integrantes da comunidade escolar, principalmente por envolver uma adolescente dentro do ambiente educacional.
SME confirma apoio psicológico e assistencial à estudante
A Secretaria Municipal da Educação informou que a estudante autora da denúncia e os familiares foram atendidos pelas equipes da Célula de Mediação Social e Cultura de Paz, estrutura da rede municipal voltada ao acolhimento e prevenção de conflitos.
De acordo com a SME, a adolescente e a família recebem acompanhamento psicológico e assistencial durante o andamento das investigações.
O acolhimento psicossocial é considerado uma etapa importante em casos envolvendo possíveis violações de direitos de crianças e adolescentes, especialmente quando os episódios ocorrem dentro do ambiente escolar.
Além das medidas administrativas, a rede municipal também acompanha o impacto da situação na comunidade escolar.
Polícia Civil investiga caso por meio da Dececa
A Polícia Civil do Ceará confirmou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), unidade especializada em ocorrências envolvendo menores de idade.
Em nota, a corporação orientou que possíveis vítimas ou pessoas com informações relacionadas ao episódio procurem a delegacia especializada para colaborar com as investigações.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre depoimentos, testemunhas ou outras medidas adotadas no inquérito policial.
Caso reforça debate sobre segurança no ambiente escolar
Casos de assédio em escolas públicas costumam mobilizar diferentes setores da rede de proteção à infância e adolescência. Além da investigação criminal, situações desse tipo geralmente exigem medidas administrativas internas e acompanhamento especializado às vítimas.
Especialistas em educação e proteção infantojuvenil defendem que protocolos rápidos de acolhimento e investigação são fundamentais para preservar a segurança dos estudantes e evitar novos episódios.
No Ceará, denúncias envolvendo crianças e adolescentes podem ser encaminhadas para delegacias especializadas, conselhos tutelares e canais oficiais de proteção.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil do Ceará.




