Uma professora de uma escola pública no distrito de Sangradouro, na zona rural de Santa Quitéria, denunciou ter sofrido uma tentativa de envenenamento dentro da unidade de ensino. O caso aconteceu na última segunda-feira (25), enquanto a docente participava do planejamento escolar.
Segundo a professora, ela percebeu que havia algo estranho na água após sentir ardência na boca ao beber o líquido que estava em sua garrafa. Mesmo cuspindo imediatamente, ela afirma que acabou ingerindo parte da substância.
A docente foi socorrida pelo marido e levada ao Hospital de Varjota, onde recebeu atendimento médico. Após o caso, ela registrou um boletim de ocorrência, e a Polícia Civil passou a investigar o episódio.
Professora relata ter ingerido substância suspeita em escola
Em um áudio divulgado após o caso, a professora contou que estava na sala dos professores quando precisou acompanhar três estudantes que ainda terminavam uma prova em outra sala da escola.
Segundo ela, cerca de 20 minutos depois, voltou ao local e pegou novamente a garrafa de água.
“Aí queimou minha boca e eu joguei pra fora. Mesmo cuspindo, ainda ingeri líquido veneno”, relata.
A professora afirmou ainda que o fato de morar próximo à escola ajudou no atendimento rápido.
“Meu marido me levou para o hospital de Varjota. Fiz todos os procedimentos que era para ter feito”, disse.
Polícia Civil investiga possível tentativa de envenenamento
A docente afirmou que não sabe se era o alvo direto da ação, mas classificou o episódio como grave.
“Isso pode acontecer com qualquer um. Isso é uma tentativa de homicídio e é muito grave”, declarou.
Ela também relatou sintomas após o episódio.
“Estou sentindo muitas dores de cabeça, muita tontura. Vomitei um pouco de sangue, mas tenho muita fé em Deus que vai dar certo”, afirmou.
A investigação deve apurar qual substância estava dentro da garrafa e como ela teria sido colocada no recipiente.
Secretaria da Educação acompanha caso em Santa Quitéria
A Secretaria da Educação informou que acompanha o caso e deve colaborar com as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Estado do Ceará.
Até o momento, não há confirmação sobre quem teria colocado a substância dentro da garrafa da professora nem como o material entrou na escola.
A investigação também deve apurar se houve participação de estudantes ou de algum adulto ligado à unidade de ensino.
A polícia ainda não divulgou detalhes sobre possíveis suspeitos ou perícias realizadas no local.




