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LIBERTADORES

Boca Juniors vai de 'bicho papão' a 20 anos de jejum e vê Bombonera virar palco de vexames

Os tropeços ajudam a escancarar um momento distante da imagem de "bicho-papão" construída especialmente no início dos anos 2000, quando o Boca dominava a América

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Boca Juniors vai de 'bicho papão' a 20 anos de jejum e vê Bombonera virar palco de vexames
Foto: Getty Images


Durante anos, enfrentar o Boca Juniors na Bombonera significava encarar um dos cenários mais intimidadores do futebol sul-americano. Campeão continental, dono de seis Libertadores e acostumado a decidir títulos, o clube argentino construiu sua história transformando o estádio em fortaleza. Nos últimos tempos, porém, o roteiro mudou - e o palco virou símbolo de frustrações.

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A eliminação para a Universidad Católica, pela Libertadores de 2026, ampliou uma sequência negativa que passou a preocupar ainda mais a torcida xeneize. Desde março de 2025, o Boca caiu cinco vezes dentro da Bombonera. Além da queda continental recente, o time já havia sido eliminado em casa por Alianza Lima, Independiente, Racing e Huracán.

Os tropeços ajudam a escancarar um momento distante da imagem de "bicho-papão" construída especialmente no início dos anos 2000, quando o Boca dominava a América. O clube não conquista a Libertadores há duas décadas - o último título veio em 2007 - e convive com dificuldades para voltar ao protagonismo internacional.

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A pressão também cresce sobre a gestão de Juan Román Riquelme. Ídolo histórico como jogador, o ex-camisa 10 assumiu a presidência prometendo recolocar o clube no topo, mas ainda não conseguiu celebrar títulos no comando administrativo.

Desde a chegada de Riquelme à presidência, o Boca acumulou uma série de campanhas frustradas. O clube foi eliminado nas semifinais da Copa da Liga e da Copa Argentina em 2024, caiu nas oitavas da Sul-Americana daquele mesmo ano e terminou apenas na sexta posição da Liga Profesional.

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O cenário piorou nas temporadas seguintes. Em 2025, o time deu adeus ainda na segunda fase preliminar da Libertadores, caiu nas quartas do Apertura, foi eliminado na fase de grupos do Mundial de Clubes e também saiu cedo da Copa Argentina. Em 2026, os tropeços seguiram com quedas no Apertura e, agora, na fase de grupos da Libertadores.

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Mais do que os resultados negativos, chama atenção a perda do peso simbólico da Bombonera. Durante décadas associada a viradas improváveis, pressão sufocante e noites históricas de Libertadores, a casa do Boca passou a receber uma sequência de eliminações que evidencia o tamanho da crise esportiva vivida pelo clube argentino.

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