A Polícia Civil do Ceará (PCCE) continua investigando um caso de suposta extorsão contra o deputado estadual Simão Pedro (PSD). No centro da apuração está a advogada Paloma Gurgel de Oliveira Cerqueira Bandeira, presa em janeiro deste ano durante uma operação policial. Segundo os investigadores, ela e outra mulher teriam realizado cobranças e ameaças ao parlamentar para exigir o pagamento de uma suposta dívida de aproximadamente R$ 121 mil.
O caso teve início após o próprio deputado procurar as autoridades e registrar um boletim de ocorrência relatando as supostas intimidações. A partir da denúncia, a Polícia Civil iniciou as investigações para apurar as circunstâncias das cobranças e a eventual prática dos crimes investigados.
Paloma é conhecida por atuar na defesa de investigados em processos relacionados ao crime organizado, incluindo integrantes do Comando Vermelho (CV). A reportagem não conseguiu contato com a defesa da advogada até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.
Polícia Civil investiga suposta extorsão contra deputado estadual
De acordo com as informações reunidas pela investigação, a advogada teria procurado o deputado estadual e integrantes de sua equipe em diferentes ocasiões para tratar da suposta dívida.
Além da advogada, uma mulher apontada como credora da quantia também passou a ser investigada pelas autoridades.
As apurações buscam esclarecer a origem da suposta dívida, a relação entre os envolvidos e a forma como ocorreram as cobranças mencionadas no procedimento policial.
Cobrança de R$ 121 mil está no centro da apuração
Conforme a investigação, o valor cobrado das supostas vítimas chegava a aproximadamente R$ 121 mil.
O caso ganhou repercussão devido ao envolvimento de um deputado estadual em exercício do mandato e de uma advogada com atuação em processos de grande visibilidade.
Advogada foi presa durante operação policial
As duas investigadas foram alvo de uma operação realizada em janeiro deste ano. Já Paloma Gurgel foi localizada pelas autoridades no Rio Grande do Norte, onde teve o mandado de prisão cumprido.
As investigações apontam que as abordagens ao deputado teriam ocorrido de forma reiterada, dentro de uma estratégia para pressionar o pagamento da quantia cobrada.
Caso segue em investigação após pedido de novas diligências
Em fevereiro de 2026, o Ministério Público do Estado do Ceará apresentou denúncia contra as duas investigadas pelos crimes de extorsão e organização criminosa. No entanto, o procedimento ainda não avançou para a fase seguinte da tramitação judicial. O Ministério Público solicitou a realização de diligências complementares para aprofundar alguns pontos da investigação.
Com isso, o caso retornou à Polícia Civil, que segue responsável pela produção de novos elementos considerados necessários para o esclarecimento dos fatos. A expectativa é que as diligências contribuam para a conclusão da apuração e auxiliem na definição dos próximos passos do processo.
Até que haja decisão definitiva da Justiça, as investigadas seguem amparadas pelos princípios constitucionais da presunção de inocência, do contraditório e da ampla defesa.




