Quase quatro anos após o assassinato da motorista de aplicativo Samira Albino Ribeiro, a Justiça marcou para novembro de 2026 a audiência de instrução e julgamento do caso. A expectativa da família é que o processo avance e resulte na responsabilização do acusado pelo crime ocorrido em novembro de 2022, em Fortaleza.
Samira tinha 32 anos, era contadora e trabalhava como motorista de aplicativo para complementar a renda. A rotina, compartilhada por milhares de profissionais do setor, foi interrompida de forma violenta durante um assalto que terminou com sua morte.
O caso causou grande repercussão na capital cearense e mobilizou motoristas por aplicativo, familiares e amigos da vítima, que desde então cobram respostas da Justiça.
Julgamento de motorista de app será realizado em novembro
A audiência de instrução e julgamento foi marcada para novembro de 2026, mês em que o crime completa quatro anos.
O processo já conta com denúncia apresentada pelo Ministério Público do Ceará, e um dos suspeitos responde como réu na ação penal.
Para os familiares, a definição da data representa um avanço importante após anos de espera por uma resposta judicial.
A expectativa é que a fase de instrução permita a coleta de depoimentos e demais elementos necessários para o andamento do processo.
Como aconteceu o assassinato da motorista de aplicativo
O crime ocorreu na noite de novembro de 2022.
Samira transportava duas passageiras quando parou em um semáforo na Avenida Raul Barbosa. Segundo as investigações, criminosos abordaram o veículo e anunciaram o assalto.
Os suspeitos exigiram os pertences da motorista. Conforme apontado pela investigação, ela não possuía um aparelho celular para entregar naquele momento e acabou sendo atingida por golpes de faca na região do tórax.
Mesmo gravemente ferida, conseguiu dirigir até um posto de combustíveis às margens da BR-116 em busca de socorro.
Ela foi encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.
O caso gerou forte comoção em Fortaleza e passou a simbolizar a preocupação com a segurança de profissionais que trabalham diariamente no transporte por aplicativo.
Família mantém cobrança por justiça quase quatro anos após o crime
A proximidade da audiência reacendeu a dor dos familiares, que afirmam conviver diariamente com a ausência de Samira.
Prima da vítima, Cristiane Castro relembra a personalidade da motorista e o impacto da perda.
"A Samira era uma mulher cheia de sonhos, uma menina que era muito jovem quando foi arrancada de nós de forma tão cruel. Era uma menina jovem, batalhadora, com um coração imenso."
Ela afirma que a família jamais imaginou enfrentar uma situação semelhante.
"A gente sempre acredita que pode escapar dessa violência, que vai ter cuidado, que com a gente nunca vai acontecer. Infelizmente foi o que aconteceu com ela."
Cristiane também destaca que a principal expectativa da família é ver o acusado responder pelo crime.
"Nada vai trazê-la de volta, mas a gente quer que ele pague. Ele está solto. Passou apenas cerca de 60 dias preso inicialmente e depois foi colocado em liberdade. A gente quer que ele responda pelo crime que cometeu."
O que diz a acusação sobre o processo
Advogado assistente de acusação da família, Rodrigo Colares afirma que a audiência será um momento importante para o esclarecimento dos fatos.
Segundo ele, o histórico criminal do acusado integra os elementos analisados no processo.
"A pessoa do acusado, que hoje figura como réu na Justiça criminal, já possui antecedentes criminais. O que a polícia e o Ministério Público identificaram é que houve o cometimento de outros crimes anteriormente."
O advogado ressalta que o comparecimento das testemunhas será fundamental para o andamento da ação penal.
"A expectativa para esse julgamento é que as testemunhas compareçam para prestar depoimento sobre a verdade dos fatos, especialmente aquelas que presenciaram a prática do crime."
Enquanto aguardam a realização da audiência, familiares seguem acompanhando cada etapa do processo e preservando a memória de Samira Albino.
O caso permanece entre os crimes de maior repercussão envolvendo motoristas de aplicativo em Fortaleza e continua sendo acompanhado por familiares, colegas de profissão e entidades que defendem mais segurança para os trabalhadores do setor.




