A volta ao mundo do piloto cearense Alex Bacana teve um dos momentos mais desafiadores desde o início da expedição. Após deixar a Índia rumo à Tailândia, o aviador enfrentou condições meteorológicas severas, falhas simultâneas nos sistemas de navegação e longas horas de voo sobre o oceano antes de pousar em segurança em Bangkok.
Em atualização enviada aos seguidores da jornada, Alex classificou o trecho como o mais difícil da viagem até agora. A travessia marcou a entrada da expedição no Sudeste Asiático e ocorreu após uma passagem pela cidade de Agra, na Índia, onde o piloto visitou o Taj Mahal e precisou lidar com ajustes no planejamento da rota.
“Foi o pior voo da minha vida”, resumiu o aviador ao relatar a experiência.
Travessia entre Índia e Tailândia foi marcada por mau tempo
Segundo Alex Bacana, o voo até Bangkok durou aproximadamente sete horas e meia. Desse total, cerca de seis horas foram realizadas sobre a água, durante a travessia da Baía de Bengala, região conhecida pelas mudanças rápidas nas condições climáticas.
O piloto relata que enfrentou áreas de instabilidade ao longo do percurso e precisou alterar a altitude diversas vezes para tentar contornar as formações meteorológicas mais intensas. Em alguns momentos, a aeronave chegou a operar a cerca de dois mil pés de altitude, condição considerada incomum para uma travessia oceânica de longa distância.
Além do trecho sobre o mar, parte da rota passou próxima à região de Mianmar, onde as condições climáticas continuaram exigindo atenção redobrada.
Falhas de GPS aumentaram tensão durante o voo
O momento mais delicado da etapa ocorreu quando os equipamentos de navegação passaram a apresentar falhas. De acordo com Alex, houve perda total do sinal de GPS durante parte significativa do percurso. O sistema VOR, utilizado como alternativa para navegação, também apresentou problemas.
Sem as referências eletrônicas habituais, o piloto precisou manter contato constante com os órgãos de controle de tráfego aéreo para garantir a continuidade segura da operação. Segundo ele, a situação gerou momentos de grande tensão, principalmente porque boa parte do voo acontecia sobre o oceano.
A normalidade começou a ser restabelecida quando o controle aéreo de Bangkok conseguiu identificar a posição da aeronave por radar e fornecer orientações para a aproximação final.
Chegada a Bangkok encerrou etapa mais difícil da expedição
Apesar dos desafios enfrentados ao longo do trajeto, o pouso ocorreu sem intercorrências na capital da Tailândia.
Após a chegada, Alex permaneceu dois dias em Bangkok antes de seguir viagem para Phuket, no sul do país. O deslocamento interno foi realizado sem problemas e marcou o encerramento da etapa considerada mais crítica da expedição até o momento.
A nova base do piloto fica próxima às ilhas Phi Phi, um dos destinos turísticos mais conhecidos da Tailândia. A previsão é que ele permaneça na região até o início da próxima fase da jornada.
Volta ao mundo segue avançando pela Ásia
A chegada à Tailândia representa mais um marco na expedição internacional do piloto cearense. Antes de alcançar o país asiático, Alex Bacana já havia percorrido diferentes regiões da Europa, da África e do Oriente.
Ao longo da viagem, o aviador tem compartilhado os desafios operacionais, climáticos e logísticos encontrados em cada etapa do percurso.
Com mais uma travessia concluída, a expectativa agora é pela sequência da rota asiática, que deve levar o piloto a novos destinos nos próximos dias, dando continuidade ao projeto de circunavegação aérea iniciado este ano.




