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Suspensão da vacina da dengue desenvolvida pelo Butantan não afeta imunizante ofertado pelo SUS

A principal informação é que a orientação não afeta a vacinação atualmente realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

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Entenda diferenças entre vacina da dengue do posto e imunizante do Butantan suspenso
Qdenga, imunizante que continua sendo aplicado normalmente nos grupos contemplados pela campanha nacional. (Foto: Reprodução)


O alerta emitido pelo Ministério da Saúde sobre a vacina da dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan gerou dúvidas entre brasileiros que acompanham as estratégias de combate à doença. A principal informação é que a orientação não afeta a vacinação atualmente realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com a Qdenga, imunizante que continua sendo aplicado normalmente nos grupos contemplados pela campanha nacional.

Leia também: Câncer de mama: entenda quais exames fazer, quando investigar e como identificar riscos

A recomendação da pasta é direcionada apenas às pessoas que receberam a vacina da dengue desenvolvida pelo Butantan em projetos-piloto e estudos específicos. Essas pessoas devem observar possíveis sinais e sintomas de alerta, especialmente durante os primeiros 21 dias após a aplicação.

Diante da repercussão do tema, autoridades sanitárias reforçam a necessidade de diferenciar os dois imunizantes que hoje estão no centro das discussões sobre prevenção da dengue no Brasil.

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Por que o Ministério da Saúde emitiu alerta sobre a vacina da dengue

Segundo o Ministério da Saúde, a orientação tem caráter preventivo e busca ampliar o monitoramento de possíveis eventos após a aplicação do imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan.

A recomendação envolve exclusivamente pessoas que participaram de projetos específicos e profissionais da atenção primária contemplados pelas iniciativas.

O alerta não altera a estratégia nacional de vacinação contra a dengue nem interfere na aplicação da Qdenga nos municípios brasileiros.

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O monitoramento contínuo faz parte dos protocolos de vigilância em saúde adotados para acompanhar a segurança de vacinas e medicamentos.

Vacina do Butantan e Qdenga: quais são as diferenças

Embora ambas tenham sido desenvolvidas para proteger contra os quatro sorotipos da dengue, os imunizantes apresentam diferenças importantes.

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A Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda, recebeu aprovação regulatória em 2023 e foi incorporada ao SUS no mesmo ano.

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Já a vacina da dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan ainda está em fase de avaliação regulatória após anos de pesquisas e estudos clínicos.

As duas utilizam tecnologia baseada em vírus atenuado, ou seja, versões enfraquecidas do vírus capazes de estimular a resposta imunológica sem causar a doença.

A principal diferença está na composição utilizada.

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Qdenga

  1. Utiliza como base o sorotipo DENV-2 atenuado;
  2. Foi desenvolvida para proteger contra os quatro sorotipos da dengue;
  3. Está disponível na rede pública para grupos definidos pelo Ministério da Saúde.

Vacina do Butantan

  1. Contém versões atenuadas dos quatro sorotipos do vírus;
  2. Está em desenvolvimento há cerca de 15 anos;
  3. Ainda aguarda etapas regulatórias para eventual uso em larga escala.

Qual a eficácia da vacina da dengue

Os estudos clínicos divulgados até o momento apontam resultados relevantes para os dois imunizantes.

Resultados da Qdenga

  1. 63% de eficácia contra casos sintomáticos de dengue de qualquer gravidade;
  2. 85% de eficácia na prevenção de hospitalizações relacionadas à doença.

Resultados da vacina do Butantan

  1. 73,5% de eficácia entre pessoas que nunca tiveram dengue;
  2. 89,2% de eficácia entre indivíduos que já tiveram contato com o vírus;
  3. 79,6% de eficácia geral.

Especialistas ressaltam que a eficácia da vacina da dengue pode variar conforme fatores como idade, condições clínicas e histórico prévio da doença.

Quem pode receber cada vacina contra a dengue

A Qdenga pode ser administrada em crianças a partir dos 4 anos, adolescentes e adultos de até 60 anos, independentemente de infecção anterior pelo vírus.

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Existem contraindicações para:

  1. Gestantes;
  2. Mulheres em período de amamentação;
  3. Pessoas imunodeprimidas;
  4. Pacientes com HIV;
  5. Indivíduos com histórico de reação alérgica grave a componentes da fórmula.

Já a vacina do Butantan foi avaliada em estudo clínico de fase 3 com 16.235 participantes entre 2 e 59 anos.

Segundo os dados divulgados, apenas três participantes apresentaram eventos adversos graves, todos com recuperação completa.

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Quantas doses são necessárias para a imunização

Outra diferença importante entre os imunizantes está no esquema vacinal.

A Qdenga exige duas doses, aplicadas com intervalo de três meses. A conclusão do esquema é considerada essencial para alcançar os níveis de proteção observados nos estudos.

A vacina do Butantan, por sua vez, pode representar um avanço logístico caso receba aprovação regulatória.

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Durante os estudos, os pesquisadores avaliaram esquemas com duas aplicações, mas não identificaram diferenças significativas quando comparados aos resultados obtidos com apenas uma dose.

Por esse motivo, a fase 3 dos testes foi conduzida utilizando esquema de dose única.

Enquanto a vacina do Butantan segue em avaliação, o Ministério da Saúde reforça que a vacinação disponível atualmente pelo SUS continua sendo uma ferramenta importante para reduzir casos graves e hospitalizações por dengue.

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Além da imunização, o combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti permanece fundamental para diminuir a circulação do vírus e prevenir novos surtos da doença.

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