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INVESTIGAÇÃO

Vídeos inéditos podem mudar rumo da investigação sobre acidente com moto aquática que matou cearense em Ilhabela (SP)

Imagens obtidas durante a investigação mostram conversas entre pessoas ligadas ao caso após o desaparecimento de Bruna Damaris e Dheoge Bernardino. Material já está com a polícia e pode influenciar os próximos passos do inquérito.

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Vídeos inéditos podem mudar rumo da investigação sobre acidente com moto aquática em Ilhabela, em São Paulo
O material, obtido durante a investigação e já entregue à polícia, registra integrantes do grupo discutindo o que deveria ser informado aos investigadores. (Foto: Reprodução)

Imagens inéditas que passaram a integrar a investigação sobre o acidente com moto aquática em Ilhabela, no litoral de São Paulo, podem abrir uma nova frente de apuração no caso que resultou na morte do cearense Dheoge Pereira Bernardino, de 28 anos, e no resgate de Bruna Damaris Sant'anna da Silva após mais de 40 horas à deriva no mar. Os vídeos mostram conversas entre pessoas ligadas ao episódio poucas horas depois do desaparecimento das vítimas e levantam dúvidas sobre as versões apresentadas às autoridades.

O material, obtido durante a investigação e já entregue à polícia, registra integrantes do grupo discutindo o que deveria ser informado aos investigadores. Para os responsáveis pelo inquérito, as imagens podem ajudar a esclarecer pontos ainda sem resposta sobre a utilização da embarcação e os acontecimentos que antecederam o acidente.

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O que aconteceu com Bruna Damaris e Dheoge Bernardino

O caso ocorreu em 23 de maio, quando Bruna Damaris e Dheoge Bernardino saíram para um passeio em uma moto aquática nas águas de Ilhabela. Segundo as informações reunidas pela investigação, a embarcação apresentou problemas durante o trajeto, deixando os dois jovens à deriva.

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Bruna sobreviveu após permanecer cerca de 42 horas no mar. Ela foi encontrada por um pescador e resgatada com vida. Já Dheoge Bernardino desapareceu nas águas da região. O corpo dele foi localizado oito dias depois, encerrando uma operação de buscas que mobilizou equipes especializadas e chamou atenção em todo o país. Desde então, a polícia tenta reconstruir a sequência de acontecimentos que levou ao acidente.

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Conversas registradas em vídeo levantam novas dúvidas para a polícia

O principal elemento novo do caso são as imagens que mostram integrantes do grupo reunidos após o desaparecimento das vítimas. Nas gravações, há conversas que indicam preocupação sobre quais informações deveriam ser apresentadas às autoridades. O conteúdo passou a ser analisado pelos investigadores para verificar se houve alinhamento de versões antes dos depoimentos oficiais.

A avaliação desse material pode ser decisiva para confrontar relatos já prestados e identificar eventuais divergências. A polícia ressalta que informações falsas ou declarações incompatíveis com os fatos podem comprometer o andamento das investigações e gerar responsabilização criminal.

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Quem autorizou o uso da moto aquática?

Outro ponto central do inquérito envolve a origem do acesso à moto aquática utilizada no passeio. O proprietário da embarcação, Joaquim Rodrigues da Silva Neto, conhecido como Neto Mineiro, afirma que não emprestou nem alugou o veículo para Dheoge Bernardino.

Segundo a versão apresentada por ele, o jovem teria utilizado a embarcação sem autorização. Uma mulher que estava em uma lancha também confirmou essa versão aos investigadores. Entretanto, as novas imagens levaram a polícia a aprofundar a apuração para esclarecer se houve alguma irregularidade relacionada ao uso da moto aquática naquele dia.

O que a polícia investiga após a divulgação das imagens

As gravações foram incorporadas ao inquérito e devem servir de base para novas diligências. Até o momento, pelo menos 13 pessoas já foram ouvidas. Com a análise do novo material, outras testemunhas ainda podem ser convocadas. O objetivo é esclarecer de forma detalhada como a embarcação foi utilizada, quem tinha conhecimento do passeio e quais circunstâncias contribuíram para que as vítimas ficassem à deriva.

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Quais podem ser as consequências para os envolvidos

O delegado responsável informou que ainda não há conclusão sobre eventuais responsabilidades criminais. Entre as hipóteses analisadas está a possibilidade de responsabilização de quem eventualmente tenha disponibilizado a embarcação de maneira irregular.

Caso sejam identificadas infrações, os envolvidos poderão responder pelos crimes previstos na legislação aplicável ao caso. A polícia também reforça que falso testemunho é crime e pode resultar em responsabilização para quem apresentar informações inverídicas durante uma investigação oficial.

Enquanto o inquérito avança, os investigadores trabalham para esclarecer todas as circunstâncias que cercam o acidente com moto aquática em Ilhabela e definir se houve negligência ou outras irregularidades relacionadas ao episódio.

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