A volta ao mundo do piloto cearense Alex Bacana entra em uma nova fase neste fim de semana. Após visitar Singapura e concluir uma revisão na aeronave na Malásia, o aviador se prepara para decolar rumo à Indonésia em um voo previsto para durar entre seis e sete horas, um dos mais longos desde sua chegada ao Sudeste Asiático.
A nova etapa ocorre depois de uma sequência de trajetos desafiadores pela Ásia. Nos últimos dias, Alex passou pela Tailândia, visitou Singapura e aproveitou a permanência da aeronave em solo malaio para realizar serviços de manutenção considerados essenciais para a continuidade da expedição.
Segundo o piloto, os próximos trechos da viagem exigirão atenção especial por envolverem longos percursos sobre áreas marítimas e regiões insulares.
“Conseguimos fazer praticamente tudo o que queríamos. Valeu muito a pena”, afirmou ao comentar os trabalhos realizados na aeronave.
Singapura marcou nova etapa da volta ao mundo de Alex Bacana
A passagem por Singapura ocorreu enquanto o avião permanecia na Malásia para manutenção. Para chegar ao país vizinho, Alex precisou cumprir uma logística que incluiu deslocamento de táxi, passagem por postos de imigração, travessia de fronteira e transporte rodoviário.
O piloto destacou a organização encontrada durante o percurso e classificou a experiência como positiva. “É tudo muito organizado. Tem muita gente fazendo imigração, mas foi uma experiência muito legal”, relatou.
A visita representou mais um marco da fase asiática da expedição, iniciada após a travessia da Índia e da Baía de Bengala.
Manutenção na Malásia prepara aeronave para longos voos
De volta à Malásia, Alex dedicou um dia inteiro à revisão do avião experimental utilizado na volta ao mundo. Segundo ele, uma escola de aviação local disponibilizou a estrutura necessária para a realização dos serviços. Os trabalhos começaram pela manhã e seguiriram até o início da noite.
A manutenção teve caráter preventivo e ocorreu em um momento estratégico da viagem, já que os próximos voos exigirão longos períodos sobre o mar e regiões onde as opções de pouso são mais limitadas. A revisão também representa uma medida importante para aumentar a segurança da operação antes das próximas travessias.
Próximo destino de Alex Bacana será a Indonésia
Com os ajustes concluídos, o piloto agora concentra esforços na preparação do voo rumo à Indonésia. A expectativa é permanecer duas noites no país antes de seguir para os próximos destinos previstos na rota global da expedição.
A jornada, iniciada em Fortaleza, já levou Alex Bacana por países da América do Norte, Europa, África, Oriente Médio e Ásia. Ao longo do percurso, o aviador enfrentou temperaturas de até 20 graus negativos na Groenlândia, cruzou o Atlântico Norte, sobrevoou o Monte Etna, visitou a Acrópole de Atenas, passou pelas pirâmides do Egito e conheceu o Taj Mahal, na Índia.
Recentemente, o piloto também enfrentou um dos momentos mais desafiadores da viagem durante o voo entre a Índia e Bangkok, na Tailândia. Na ocasião, precisou lidar com fortes tempestades, voar por horas em baixa altitude sobre o mar e enfrentar interferências severas nos sistemas de navegação da aeronave.
Mesmo diante das dificuldades, conseguiu pousar em segurança e manter o cronograma da expedição.
Agora, a aventura segue por uma das regiões mais complexas de toda a rota, marcada por grandes distâncias sobre o oceano, clima tropical e intensa atividade meteorológica, enquanto Alex Bacana avança para mais um capítulo da volta ao mundo.




