O depoimento de uma mulher de 37 anos que fingia ser adolescente em Santa Catarina foi exibido com exclusividade pelo Balanço Geral, da TV Cidade, e trouxe novos detalhes sobre o caso investigado pela Polícia Civil. No relato, Amanda Maria Souza Oliveira fala sobre o uso de nomes falsos, cita histórico de acompanhamento psiquiátrico e apresenta sua versão sobre as acusações que enfrenta.A divulgação do depoimento amplia o debate sobre a complexidade do caso, que teria envolvido convivência prolongada com famílias que acreditavam estar acolhendo uma menor em situação de vulnerabilidade.
Identificada como Amanda Maria Souza Oliveira, a investigada é apontada pelas autoridades como suspeita de se passar por uma adolescente de aproximadamente 12 anos para obter acolhimento em famílias e instituições em diferentes estados do país. O caso envolve apurações por suspeita de estelionato e falsa identidade.
A divulgação do depoimento amplia o debate sobre a complexidade do caso, que teria envolvido convivência prolongada com famílias que acreditavam estar acolhendo uma menor em situação de vulnerabilidade.
Depoimento de mulher que fingia ser adolescente traz novas informações em Santa Catarina
O conteúdo exibido mostra que a mulher relata ter histórico de acompanhamento psicológico e psiquiátrico desde a adolescência. Segundo o depoimento, ela teria passado por atendimentos em unidades de saúde no Ceará, incluindo serviços em Fortaleza e em municípios da Região Metropolitana.
Durante o relato, também aparece a utilização de nomes falsos, entre eles “Caroline”, que teria sido usado em diferentes contextos sociais e registros. As investigações apontam que essa estratégia pode ter sido repetida em outras ocasiões para facilitar acesso a serviços e acolhimento.
As autoridades, no entanto, afirmam que parte das informações apresentadas ainda não possui comprovação documental suficiente e segue sob análise dentro do inquérito.
Relato cita nomes falsos e histórico de atendimento psicológico
O depoimento exibido destaca ainda a versão da investigada sobre tratamentos de saúde mental e episódios anteriores relacionados ao comportamento. A defesa utiliza esses elementos para sustentar a possibilidade de insanidade mental, ponto que ainda será avaliado no processo judicial.
O caso segue em investigação no estado de Santa Catarina e envolve também apurações em outras unidades da federação, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e Goiás. Em todos os casos, a dinâmica investigada é semelhante: a suspeita teria se apresentado como menor de idade em situação de vulnerabilidade.
A participação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) reforça o andamento das apurações e a análise de medidas adotadas ao longo da investigação, especialmente diante da dificuldade inicial de identificação da investigada.
Investigação envolve ao menos seis estados e segue em andamento
O caso ultrapassa as fronteiras de Santa Catarina e já é tratado como uma investigação de múltiplos estados. Segundo as apurações, a mulher teria circulado por diferentes regiões do país utilizando a mesma narrativa de vulnerabilidade.
A permanência prolongada em convivência com famílias, em alguns casos por mais de um ano, ampliou o impacto do episódio e levantou questionamentos sobre falhas em sistemas de verificação e acolhimento.
A defesa segue sustentando a tese de condições psiquiátricas que poderiam ter influenciado o comportamento da investigada. O processo continua em andamento, e novas etapas de apuração devem aprofundar as versões apresentadas no depoimento.
Enquanto isso, a mulher permanece sob custódia das autoridades responsáveis pelo caso em Santa Catarina, à espera dos próximos desdobramentos judiciais.




