O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) denunciou quatro pessoas suspeitas de envolvimento na morte do secretário municipal de São Luís do Curu, Ricardo Abreu Barroso. A denúncia foi apresentada nesta sexta-feira (12) e atribui aos investigados os crimes de homicídio duplamente qualificado e integração a organização criminosa.
Ricardo Abreu Barroso foi assassinado em 19 de março deste ano dentro de um depósito de material de construção de sua propriedade, em São Luís do Curu. O caso teve ampla repercussão no município e passou a ser acompanhado de perto pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Quem são os denunciados pela morte de secretário municipal de São Luís do Curu
De acordo com a denúncia apresentada pelo MPCE, os investigados são:
- Wesley Balbino;
- Paulo Vitor Nascimento;
- Gleiciane Diniz;
- Laila Meneses.
Segundo o Ministério Público, os quatro teriam participado da ação em diferentes níveis e devem responder por homicídio duplamente qualificado.
A acusação sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, circunstâncias que agravam a pena prevista para o homicídio.
Além disso, todos também foram denunciados por suposta participação em organização criminosa.
O que diz a investigação sobre a atuação da facção criminosa
Conforme a apuração apresentada pelo Ministério Público, os investigados teriam ligação com a facção criminosa Comando Vermelho.
A denúncia aponta que Wesley Balbino, conhecido pelo apelido de "Guaxinim", seria uma liderança local do grupo criminoso e teria ordenado a execução de Ricardo Abreu Barroso.
Segundo o MPCE, o homicídio estaria relacionado à tentativa da organização de ampliar ou reafirmar sua influência territorial no município.
As informações apresentadas na denúncia fazem parte dos elementos reunidos durante a investigação conduzida pelas autoridades de segurança.
Como ocorreu o assassinato de Ricardo Abreu Barroso
De acordo com o Ministério Público, Wesley Balbino teria recrutado Paulo Vitor Nascimento, conhecido como "2S", apontado como um dos responsáveis pelos disparos que atingiram a vítima.
A investigação também sustenta que Gleiciane Diniz e Laila Meneses teriam prestado apoio logístico para a execução do crime.
Segundo a acusação, as duas investigadas forneceram informações sobre a localização do secretário municipal antes do ataque.
Esses dados teriam sido repassados ao executor, permitindo que Ricardo Abreu Barroso fosse localizado dentro do estabelecimento comercial onde trabalhava.
O secretário foi morto a tiros no interior do depósito de material de construção de sua propriedade.
Acusação inclui participação em organização criminosa
Além das acusações relacionadas ao homicídio, o Ministério Público sustenta que os quatro denunciados integrariam uma organização criminosa com atuação no Ceará.
A imputação faz parte da estratégia de responsabilização penal adotada pelo órgão com base nos elementos reunidos durante a investigação.
A denúncia afirma que os investigados teriam atuado de forma coordenada dentro da estrutura do grupo criminoso.
O que acontece após a denúncia do MPCE
Com o oferecimento da denúncia, o caso passa agora para análise do Poder Judiciário.
Caberá à Justiça decidir se existem elementos suficientes para o recebimento da acusação apresentada pelo Ministério Público.
Caso a denúncia seja aceita, os investigados passarão formalmente à condição de réus e responderão ao processo criminal.
Até o momento, as defesas dos denunciados não haviam se manifestado publicamente sobre as acusações.
As investigações relacionadas ao caso seguem inseridas nas ações de combate às organizações criminosas que atuam no Ceará, enquanto o processo avança para uma nova etapa na esfera judicial.




