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PREVENÇÃO

Fortaleza inicia teste de HPV para prevenir câncer do colo do útero

Município recebeu 12,5 mil kits de exames DNA-HPV e começa implantação da nova tecnologia de rastreamento em unidades de saúde

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Fortaleza inicia novo teste de HPV para prevenir câncer do colo do útero
Fortaleza recebe 12,5 mil testes de HPV e inicia nova estratégia de rastreamento na rede pública. Imagem: Prefeitura de Fortaleza

A Prefeitura de Fortaleza iniciou a implantação de uma nova estratégia para prevenção do câncer do colo do útero. O município recebeu do Ministério da Saúde 12,5 mil kits de testes de biologia molecular DNA-HPV, tecnologia que permite identificar a presença do papilomavírus humano (HPV), principal causador da doença.

Do total recebido, 500 unidades são destinadas à autocoleta, ampliando as possibilidades de acesso ao exame. A nova metodologia será voltada para pessoas com útero entre 25 e 64 anos, público definido pelo Ministério da Saúde para o rastreamento da doença.

Leia também: Câncer de mama: entenda quais exames fazer, quando investigar e como identificar riscos

A mudança representa um avanço na identificação precoce do HPV. O teste molecular consegue detectar diretamente a presença do vírus e seus diferentes tipos, incluindo os tipos 16 e 18, considerados de maior risco por estarem associados ao desenvolvimento do câncer do colo do útero.

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Após um resultado negativo, a recomendação é que o exame seja repetido somente após cinco anos. No modelo tradicional, feito por meio do exame citopatológico (Papanicolau), o acompanhamento costuma ocorrer em intervalos menores.

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Novos testes serão implantados gradualmente nos postos de saúde

A oferta dos exames acontecerá de forma progressiva na rede municipal. Inicialmente, os postos de saúde Dr. José Iraguassu Teixeira, no bairro Floresta, e Waldo Pessoa começarão a realizar os testes para a população dos territórios atendidos.

A próxima unidade prevista para receber a tecnologia será o posto de saúde Pedro Celestino, localizado na Maraponga. A expectativa da Secretaria Municipal da Saúde é que todas as 134 unidades de saúde de Fortaleza estejam abastecidas com os testes até o início de 2027.

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A implantação será organizada conforme a quantidade de exames disponíveis e a busca ativa de mais de 150 mil pessoas aptas para realizar o rastreamento, principalmente aquelas que nunca fizeram o exame ou que estão há mais de três anos sem acompanhamento preventivo.

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Segundo a secretária municipal da Saúde, Riane Azevedo, Fortaleza passa a integrar uma estratégia nacional de modernização do diagnóstico.

“Fortaleza foi escolhida para integrar uma estratégia nacional que representa um importante avanço para a saúde pública. Estamos fortalecendo o rastreamento do câncer do colo do útero com uma ferramenta mais eficaz, ampliando as oportunidades de diagnóstico precoce e de cuidado oportuno para a população”, afirmou.

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Tecnologia amplia identificação precoce do HPV

A assessora técnica da Saúde da Mulher da Secretaria Municipal da Saúde, Léa Dias, destacou que a nova tecnologia aumenta a capacidade de identificar pessoas com maior risco de desenvolver a doença.

Segundo ela, o exame permite encontrar alterações antes que elas evoluam para casos mais graves, fortalecendo o acompanhamento e o tratamento.

“Estamos incorporando uma tecnologia mais moderna e sensível para a identificação do HPV, o que permite detectar precocemente alterações que podem evoluir para o câncer do colo do útero”, explicou.

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Dados da Prefeitura apontam que Fortaleza realizou 22 mil exames citopatológicos entre janeiro e abril de 2026. Em 2025, foram mais de 100 mil procedimentos realizados na rede municipal.

Com a chegada do teste molecular, a expectativa é ampliar a prevenção e qualificar o acompanhamento dos casos. Atualmente, a Capital possui uma população estimada de 457.291 pessoas com útero entre 25 e 64 anos, faixa indicada para o rastreamento.

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