A Universidade Federal do Ceará (UFC) recebe, a partir desta quarta-feira (18), uma exposição que resgata a história da Parada pela Diversidade Sexual do Ceará. A mostra celebra os 25 anos do evento, que começou em 1999 com cerca de 500 participantes e se transformou em uma das maiores manifestações de diversidade sexual do país, reunindo atualmente aproximadamente 1,5 milhão de pessoas na Avenida Beira-Mar, em Fortaleza.
Com entrada gratuita, a exposição ficará aberta ao público até o dia 2 de julho, no Salão Nobre da Reitoria da UFC. O acervo reúne fotografias, cartazes e documentos que ajudam a reconstruir a trajetória da Parada e a evolução da luta por direitos e representatividade da população LGBTQIAPN+ no Ceará.
A iniciativa é promovida pelo Grupo de Resistência Asa Branca (Grab), em parceria com a UFC, e integra a programação comemorativa do Jubileu de Prata da Parada pela Diversidade Sexual do Ceará.
Exposição sobre a Parada pela Diversidade Sexual do Ceará chega à UFC

Os visitantes poderão conferir cartazes que marcaram diferentes edições da Parada, além de registros produzidos pelo fotógrafo e fotodocumentarista Chico Gomes, que acompanha o evento desde sua primeira realização.
As imagens retratam momentos históricos da mobilização ao longo de duas décadas e meia, revelando não apenas o crescimento do público, mas também as transformações sociais, culturais e políticas associadas ao movimento.
Segundo a presidenta do Grab, Dáry Bezerra, a exposição busca ampliar o acesso à memória da Parada e valorizar um patrimônio histórico construído coletivamente ao longo dos anos.
A dirigente destaca que, apesar da importância do evento para o estado, ainda existem poucas iniciativas voltadas à preservação e divulgação desse acervo histórico. Para ela, revisitar essas imagens também permite que novas gerações conheçam a trajetória da luta por direitos e reconhecimento da população LGBTQIAPN+.
Fotografias mostram como a Parada cresceu ao longo de 25 anos
Responsável pelos registros expostos, Chico Gomes afirma que a fotografia exerce papel fundamental na preservação da memória coletiva. Com mais de três décadas dedicadas ao registro de manifestações culturais, religiosas e sociais no Ceará, ele considera a Parada pela Diversidade Sexual um dos movimentos mais marcantes que acompanhou durante sua carreira.
De acordo com o fotógrafo, cada imagem ajuda a revelar histórias, identidades e afetos que fazem parte da construção do evento. Os registros também funcionam como documentos capazes de preservar para o futuro a diversidade e a força do movimento.
A mostra tem ainda um caráter inédito. Esta é a primeira vez que a história da Parada pela Diversidade Sexual do Ceará é apresentada em uma exposição comemorativa dedicada exclusivamente aos seus 25 anos de existência.
Acervo histórico preserva a memória do movimento LGBTQIAPN+ no Ceará

As celebrações do Jubileu de Prata da Parada começaram no último dia 10 de junho, durante sessão solene realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece).
A programação segue ao longo deste mês e terá como principal momento a tradicional caminhada na Avenida Beira-Mar, prevista para o último domingo de junho.
Reconhecida como uma das maiores manifestações do gênero no Brasil, a Parada pela Diversidade Sexual do Ceará ocupa posição de destaque no calendário de eventos da capital cearense e atrai participantes de diversas regiões do estado e de outras partes do país.
Saiba como visitar a exposição gratuita em Fortaleza
Exposição "25 Anos da Parada pela Diversidade Sexual do Ceará"
- Abertura: 18 de junho, às 19h
- Local: Salão Nobre da Reitoria da UFC – Avenida da Universidade, nº 2.853, Fortaleza
- Visitação: de 18 de junho a 2 de julho
- Horário: das 9h às 17h
- Entrada: gratuita




