O Hemisfério Sul vive neste domingo (21) o solstício de inverno, fenômeno astronômico que marca o dia mais curto e a noite mais longa do ano. No Brasil, o evento ocorreu às 5h27 (horário de Brasília) e indica o início oficial do inverno do ponto de vista astronômico.
Apesar da associação com o frio, o solstício não acontece por causa da distância da Terra em relação ao Sol, mas sim devido à inclinação do eixo terrestre.
Inclinação da Terra explica o fenômeno
De acordo com o planetário virtual In-The-Sky.org, a Terra gira em torno do Sol com um eixo inclinado. Isso faz com que cada hemisfério receba diferentes quantidades de luz ao longo do ano.
Em junho, o Hemisfério Norte fica mais inclinado em direção ao Sol, entrando no verão e registrando os dias mais longos. Já o Hemisfério Sul fica voltado para longe da incidência solar mais direta, o que reduz o tempo de luz durante o dia.
Brasil tem o dia mais curto do ano
Por causa dessa configuração, o 21 de junho é considerado o dia mais curto do ano no Brasil e em outros países do Hemisfério Sul.
A diferença é mais perceptível em regiões mais afastadas da linha do Equador, como partes do Sul do Brasil, onde a variação entre nascer e pôr do sol é maior.
Dias começam a ficar mais longos a partir de agora
O solstício funciona como uma espécie de “virada” no calendário da luz. A partir dele, os dias começam a ganhar minutos extras de claridade gradualmente até o solstício de verão, em dezembro, quando ocorre o cenário inverso.
Frio não é imediato
Apesar de marcar o início do inverno astronômico, o solstício não coincide necessariamente com o período de temperaturas mais baixas.
Isso acontece porque a atmosfera, os oceanos e o solo levam tempo para responder à menor incidência de energia solar, fazendo com que o frio mais intenso geralmente ocorra semanas depois.




