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CLIMA

Onda de calor extremo na Europa deixa cerca de mil mortos na França

País registrou temperaturas recordes em junho e maioria das vítimas tinha mais de 65 anos; autoridades alertam para impactos da onda de calor

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Onda de calor extremo na Europa deixa cerca de mil mortos na França em três dias
Fenômeno atingiu diversas regiões francesas e especialistas relacionam aumento da intensidade das ondas de calor às mudanças climáticas. Imagem: Centro de Meterologia Europeu


A França registrou cerca de mil mortes em excesso durante três dias de uma das maiores ondas de calor dos últimos anos no país. O dado foi divulgado pelo Ministério da Saúde francês neste domingo (28), mas ainda é considerado preliminar e pode sofrer alterações após a atualização das informações.

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O episódio marcou o início do verão europeu com temperaturas históricas. Diversas regiões da França enfrentaram dias consecutivos de calor intenso, com termômetros ultrapassando os 40°C, alertas de risco à saúde e aumento da preocupação entre autoridades.

Segundo o serviço meteorológico francês, o país registrou um dos dias mais quentes de sua história recente. Na terça-feira (23), a cidade de Pissos chegou a 44,3°C, estabelecendo um novo recorde de temperatura para o mês de junho desde o início das medições, em 1947.

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Idosos representam maioria das vítimas

O Ministério da Saúde informou que foram registradas mais de 1.200 mortes por todas as causas em 24 de junho, cerca de 1.400 no dia seguinte e outras mais de 1.400 em 26 de junho.

O aumento ficou mais evidente nas regiões que estavam sob alerta máximo de calor, incluindo áreas como Île-de-France, Nouvelle-Aquitaine, Bretanha, Normandia e País do Loire.

Entre as vítimas, cerca de 85% tinham 65 anos ou mais. As autoridades destacaram que o impacto foi percebido em hospitais, instituições de longa permanência e residências.

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Um dos pontos de maior preocupação foi o aumento das mortes dentro das próprias casas, com crescimento de aproximadamente 40%, segundo o Ministério da Saúde francês. O órgão reforçou a necessidade de atenção a pessoas idosas, isoladas ou em situação de vulnerabilidade.

Eventos são afetados pelo calor intenso

A onda de calor também alterou a rotina do país. Em Paris, a tradicional Parada LGBTQ+ precisou ser adiada devido às altas temperaturas e aos riscos provocados pelo calor extremo.

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Após dias consecutivos de temperaturas elevadas, a França começou a registrar uma leve queda nos termômetros neste domingo. Ainda assim, autoridades mantêm o monitoramento dos impactos causados pelo fenômeno.

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Mudanças climáticas entram no debate

Especialistas apontam que o aumento da frequência e da intensidade das ondas de calor está relacionado aos efeitos das mudanças climáticas.

O chefe do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), Simon Stiell, afirmou que eventos extremos como esse refletem os impactos do aquecimento global e da emissão de gases causadores do efeito estufa.

De acordo com Samantha Burgess, vice-diretora do Serviço de Mudança Climática Copernicus da União Europeia, a onda de calor foi influenciada por uma “cúpula de calor”, fenômeno em que uma massa de ar quente permanece concentrada em determinada região.

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Apesar de ser um fenômeno meteorológico natural, especialistas destacam que o aquecimento do planeta tem contribuído para que esses eventos sejam mais intensos, prolongados e capazes de atingir temperaturas recordes.

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