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LGBT

Parada da Diversidade reúne milhares de pessoas na Praia de Iracema, em Fortaleza

Com o tema “25 anos combinando de não morrer”, ato na orla de Fortaleza reuniu milhares de pessoas, autoridades e artistas em defesa de direitos e contra a violência LGBTQIA+

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Parada da Diversidade reúne milhares de pessoas na Praia de Iracema, em Fortaleza
Com o tema “25 anos combinando de não morrer”, a Parada da Diversidade Sexual do Ceará 2025 foi organizada pelo Grupo Resistência Asa Branca (Grab) e faz referência a um trecho da obra “Olhos d’Água”, da escritora Conceição Evaristo. (Foto: Reprodução)

A Parada da Diversidade Sexual do Ceará 2025 ocupou a Avenida Beira-Mar, em Fortaleza, neste domingo (28), reunindo milhares de pessoas em um dos principais atos do mês do Orgulho LGBTQIA+ no estado. A 25ª edição transformou a orla da capital em um grande corredor de cores, música e manifestações políticas, com forte tom de resistência diante dos casos de violência registrados no Ceará.

Com o tema “25 anos combinando de não morrer”, a Parada da Diversidade Sexual do Ceará 2025 foi organizada pelo Grupo Resistência Asa Branca (Grab) e faz referência a um trecho da obra “Olhos d’Água”, da escritora Conceição Evaristo. A escolha do tema reforça a luta contínua da população LGBTQIA+ por sobrevivência, dignidade e garantia de direitos em meio a um cenário ainda marcado por preconceito e violência.

Leia também: Mãe de Isabelle Caracristi participa de ato por justiça e anuncia afastamento das redes

De acordo com dados da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), foram registradas 408 vítimas de crimes homofóbicos e transfóbicos no estado em 2025. O número amplia o debate sobre segurança, proteção e políticas públicas voltadas à população LGBTQIA+, e ajuda a dimensionar o contexto em que a mobilização deste ano ocorre.

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A Avenida Beira-Mar recebeu dez trios elétricos que conduziram o público ao longo do percurso. As apresentações musicais se alternaram com discursos de ativistas, lideranças culturais e representantes políticos, criando uma atmosfera que combinou celebração, memória e reivindicação por direitos.

A Parada da Diversidade Sexual do Ceará 2025 também contou com a presença do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT). Segundo o Grab, esta foi a primeira vez em 12 anos que um chefe do Executivo municipal participou do evento, o que foi interpretado pela organização como um gesto de aproximação institucional com as pautas LGBTQIA+.

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Segurança reforçada e operação integrada

Para garantir a realização do evento, foi montado um esquema especial de segurança e mobilidade na região da Beira-Mar. A operação contou com 435 policiais militares, 95 guardas municipais, 77 policiais civis e cinco equipes do Corpo de Bombeiros.

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Além disso, 80 agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) atuaram no controle do tráfego, com bloqueios entre a altura da Rua Júlio Ibiapina e a Avenida Rui Barbosa, ao longo do dia. A estrutura reforçada buscou garantir fluidez no trânsito e segurança ao público que acompanhou a programação durante toda a tarde e início da noite.

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Orgulho LGBTQIA+ e memória histórica

O Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado em 28 de junho, é a base simbólica da mobilização e remete à Revolta de Stonewall, ocorrida em 1969, em Nova Iorque. O episódio é considerado um marco global na luta por direitos civis da população LGBTQIA+, após a resistência de frequentadores do Stonewall Inn contra ações policiais violentas.

Durante a programação, a apresentadora Katiuzia Rios destacou o caráter duplo da Parada da Diversidade Sexual do Ceará 2025, que une celebração e reivindicação, reforçando a importância do espaço como instrumento de visibilidade e luta por direitos.

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"É um ato em que a gente celebra o orgulho de existir, de todas essas populações, um momento também em que a gente reivindica mais e mais. E a gente, como ser humano, merece", destaca a apresentadora Katiuzia Rios.

Já a produtora cultural e apresentadora Lena Oxa ressaltou o caráter político do evento e a necessidade de resistência diante das violências ainda enfrentadas pela comunidade LGBTQIA+. " Esse ano combinamos de não morrer, porque tem muita gente por aí que quer nos matar e fazer com que nossos direitos sejam cancelados, e não vamos por essa. Vamos lutar, vamos para a frente, porque atrás vem gente. Temos que vencer, somos LGBT, somos muitos e estamos aqui para dar nosso nome e ter nossos direitos também", afirma a produtora cultural e apresentadora Lena Oxa.

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