A vacinação contra HPV para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos foi prorrogada pelo Ministério da Saúde até 31 de dezembro de 2026. A medida amplia o prazo para que pessoas que ainda não receberam nenhuma dose do imunizante possam se proteger contra o papilomavírus humano (HPV), vírus associado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer.
A estratégia integra uma campanha de resgate voltada a quem perdeu a oportunidade de se vacinar na faixa etária recomendada. Com a prorrogação, estados e municípios terão mais tempo para ampliar a cobertura vacinal desse público.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 600 mil adolescentes e jovens ainda fazem parte do público-alvo da ação. Até junho deste ano, cerca de 287 mil pessoas entre 15 e 19 anos já haviam recebido a vacina durante a campanha.
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Vacinação contra HPV para jovens segue até dezembro
A campanha de resgate é destinada exclusivamente a adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que nunca receberam a vacina contra o HPV.
Desde 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) adota o esquema de dose única para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. A estratégia temporária amplia esse acesso para quem ultrapassou a idade prevista e ainda não foi imunizado.
Além de prorrogar o prazo, o Ministério da Saúde orientou estados e municípios a intensificarem a vacinação fora das unidades de saúde, levando as doses para escolas, universidades e outros espaços frequentados por adolescentes e jovens. A recomendação também inclui o reforço das campanhas de conscientização sobre a segurança e a eficácia da vacina.
Quem pode receber a vacina contra HPV pelo SUS
Podem receber a vacina durante a estratégia de resgate os jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam nenhuma dose do imunizante.
Quem faz parte desse grupo deve procurar uma unidade de saúde para verificar a disponibilidade da vacina e atualizar a caderneta de vacinação antes do encerramento da campanha, previsto para 31 de dezembro de 2026.
Por que a vacina contra HPV é importante
O papilomavírus humano (HPV) é uma infecção sexualmente transmissível bastante comum e está relacionado ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer.
Além de ser a principal causa do câncer do colo do útero, o vírus também está associado a tumores de pênis, ânus, vulva, vagina, boca e garganta.
A vacinação é recomendada antes do início da vida sexual porque oferece maior proteção quando aplicada antes do primeiro contato com o vírus. Além da proteção individual, a imunização contribui para reduzir a circulação do HPV na população.
Estudos apontam que a vacina apresenta alta eficácia e proteção duradoura, sendo considerada uma das principais estratégias de prevenção contra os cânceres relacionados ao HPV.




