O proprietário do terreno onde foram encontrados cerca de 290 mil pés de maconha, em Acopiara, no Centro-Sul do Ceará, foi preso temporariamente nesta quinta-feira (2) pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE). O homem, de 59 anos, é investigado pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A prisão é mais um desdobramento da operação que revelou uma das maiores plantações de maconha já localizadas no estado.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que o suspeito é dono da propriedade rural onde a droga era cultivada. Após o cumprimento do mandado de prisão temporária, ele foi encaminhado às autoridades competentes e colocado à disposição da Justiça.
O investigado possui antecedente criminal por receptação.
A prisão ocorre uma semana após a descoberta da plantação, caso que ganhou repercussão estadual e nacional pelo tamanho do cultivo e pelos desdobramentos envolvendo a atuação das forças de segurança.
Como a plantação de 290 mil pés de maconha em Acopiara foi descoberta
A mega plantação foi localizada pela Polícia Civil na última quinta-feira (25), em uma área de difícil acesso no município de Acopiara.
De acordo com as investigações, o cultivo ocupava aproximadamente três hectares, área equivalente a cerca de quatro campos da Arena Castelão.
Para mapear toda a extensão da propriedade, a corporação utilizou drones e aeronaves durante a operação.
No local, os policiais encontraram aproximadamente:
- 160 mil pés de maconha em fase de cultivo;
- 130 mil pés já colhidos.
Ao todo, foram identificados cerca de 290 mil pés de maconha, número que colocou a ocorrência entre as maiores já registradas no Ceará.
Segundo a investigação, a estrutura montada na fazenda permitia manter o cultivo em funcionamento em uma área isolada do interior do estado.
Caso levou à abertura de investigação sobre atuação policial
Três dias após a operação, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que passou a apurar possíveis falhas nos procedimentos adotados depois da descoberta da plantação.
O objetivo é esclarecer por que parte do cultivo permaneceu na propriedade após a ação policial, situação que gerou questionamentos públicos.
Na sequência, a Controladoria Geral de Disciplina (CGD) anunciou a abertura de procedimento disciplinar para investigar a conduta dos agentes envolvidos na ocorrência.
Segundo o órgão, a medida foi determinada pelo governador Elmano de Freitas.
A investigação ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de imagens que mostravam pés de maconha ainda existentes na área dias depois da operação.
MPCE acompanha as investigações
Além da apuração administrativa, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) informou que acompanha o caso por meio do controle externo da atividade policial, atribuição prevista na Constituição Federal.
O órgão fiscaliza tanto a investigação sobre o cultivo da droga quanto os procedimentos adotados pelas forças de segurança durante e após a operação.
Na última segunda-feira (29), a SSPDS informou que o proprietário e o arrendatário da fazenda haviam sido identificados pelas equipes responsáveis pela investigação.
Com a prisão temporária do dono da propriedade, a Polícia Civil busca aprofundar as apurações sobre a estrutura criminosa responsável pelo cultivo da droga e identificar outros possíveis envolvidos.
Até a publicação desta matéria, não havia informação sobre manifestação da defesa do investigado.
Nota oficial da Polícia Civil
A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) informa que cumpriu um mandado de prisão temporária, nesta quinta-feira (2), contra um homem, de 59 anos, investigado pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. As investigações apontam que o suspeito é o proprietário do terreno, onde foram encontrados cerca de 290 mil pés de maconha durante uma ação realizada na última quinta-feira (25), no município de Acopiara, na Área Integrada de Segurança Pública 10 (AIS 10) do Ceará. Após os procedimentos cabíveis, o homem, que já possui antecedente por receptação, foi colocado à disposição da Justiça. Diligências e oitivas seguem em andamento com a finalidade de elucidar o fato. A PCCE ressalta que outras informações serão repassadas em momento oportuno para não comprometer os trabalhos policiais.




