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Pesquisa Atlas: maioria dos eleitores de Bolsonaro reprova vídeo de Michelle contra Flávio

Levantamento Atlas/Bloomberg mostra que a maioria dos eleitores de Jair Bolsonaro desaprova a divulgação do vídeo de Michelle Bolsonaro sobre o desentendimento com Flávio Bolsonaro e não acredita que o senador tenha destratado a ex-primeira-dama.

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Pesquisa Atlas: maioria dos eleitores de Bolsonaro reprova vídeo de Michelle contra Flávio
Entre os eleitores de Jair Bolsonaro que assistiram ao vídeo, 43,2% disseram concordar mais com Flávio Bolsonaro. Michelle Bolsonaro foi escolhida por apenas 17,3%. Foto: Reprodução/Instagram e Andressa Anholete/Agência Senado

A maioria dos eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desaprova a decisão de Michelle Bolsonaro de divulgar o vídeo em que expôs o desentendimento com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). É o que aponta uma pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (2), que também revela diferenças entre a percepção do eleitorado bolsonarista e a opinião do conjunto dos brasileiros sobre o episódio.

O levantamento mostra que 78% dos entrevistados afirmaram ter assistido ao vídeo publicado por Michelle Bolsonaro em 24 de junho. Entre os eleitores de Jair Bolsonaro que viram o conteúdo, 65,6% disseram discordar da decisão da ex-primeira-dama de tornar pública a divergência. Outros 26,5% aprovaram a iniciativa, enquanto 7,8% não souberam opinar.

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Quando o recorte considera todos os entrevistados que assistiram ao vídeo, o cenário muda. Nesse grupo, 51% concordam com a divulgação do conteúdo, 35,1% discordam e 13,7% responderam que não sabem.

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Maioria dos eleitores de Bolsonaro não acredita que Flávio tenha destratado Michelle

A pesquisa também mediu a percepção dos entrevistados sobre as acusações feitas por Michelle Bolsonaro contra o senador.

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Entre os eleitores de Jair Bolsonaro que assistiram ao vídeo, 54,6% disseram não acreditar que Flávio Bolsonaro tenha tratado a ex-primeira-dama de forma grosseira, desrespeitosa ou a tenha humilhado. Já 29,9% afirmaram acreditar no relato de Michelle, enquanto 15,6% não souberam responder.

No resultado geral, entre todos os entrevistados que assistiram ao vídeo, 59,6% afirmaram acreditar nas acusações feitas pela ex-primeira-dama, 29,3% disseram não acreditar e 11,3% responderam que não sabem.

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No recorte dos eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 84,2% afirmaram acreditar nas declarações de Michelle Bolsonaro, enquanto 7,9% disseram não acreditar.

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A pesquisa também identificou diferenças entre homens e mulheres. Entre os homens que assistiram ao vídeo, 66,3% afirmaram acreditar nas acusações feitas por Michelle, contra 24,9% que disseram não acreditar. Entre as mulheres, 53,3% acreditam no relato, 33,1% não acreditam e 13,6% não souberam responder.

Flávio Bolsonaro recebe maior apoio entre eleitores bolsonaristas

O levantamento também perguntou com quem os entrevistados concordam mais diante da crise.

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Entre os eleitores de Jair Bolsonaro que assistiram ao vídeo, 43,2% disseram concordar mais com Flávio Bolsonaro. Michelle Bolsonaro foi escolhida por 17,3%, enquanto 33,6% afirmaram concordar parcialmente com ambos. Outros 5,9% não responderam.

No conjunto dos entrevistados que assistiram ao vídeo, Michelle aparece à frente: 38,3% disseram concordar mais com a ex-primeira-dama, 20,6% preferiram Flávio Bolsonaro, 21,4% afirmaram concordar parcialmente com ambos e 19,6% não souberam opinar.

Questionados sobre o apoio do PL ao ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes no Ceará, 53,8% dos eleitores bolsonaristas disseram concordar com a posição defendida por Flávio Bolsonaro, enquanto 36,7% apoiaram Michelle. Outros 9,5% não responderam.

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A pesquisa ainda perguntou quem seria mais fiel às orientações políticas de Jair Bolsonaro. Flávio foi apontado por 38,3% dos entrevistados, Michelle por 15,5% e 30,9% afirmaram que ambos demonstram o mesmo nível de fidelidade. Outros 15,3% não souberam responder.

Pesquisa aponta percepção de desgaste para Flávio

Outro aspecto analisado foi o impacto político da divulgação do vídeo.

Entre os entrevistados que assistiram ao conteúdo, 37,8% acreditam que o episódio enfraquece muito uma eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Outros 26,3% avaliam que o desgaste é pequeno.

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Para 22,4%, a divulgação não altera o cenário político. Já 7,1% consideram que o vídeo fortalece muito a candidatura do senador, enquanto 2,1% entendem que fortalece um pouco. Outros 4,4% não responderam.

A Atlas também investigou qual seria, na percepção dos entrevistados, a principal motivação para Michelle Bolsonaro publicar o vídeo. Para 38,6%, a intenção seria demonstrar interesse em disputar a Presidência da República. Outros 28,5% entendem que o objetivo foi expor divergências políticas e pessoais, enquanto 22,3% apontam uma tentativa de ampliar seu espaço de influência dentro do Partido Liberal. Outros 10,7% não souberam responder.

Além disso, 55,4% consideram importante ou muito importante a participação ativa de Michelle Bolsonaro em uma eventual campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Desse total, 28,9% classificaram essa participação como muito importante e 26,5% como importante.

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Entenda a crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro

O conflito ganhou repercussão nacional após Michelle Bolsonaro divulgar, em 24 de junho, um vídeo relatando divergências com Flávio Bolsonaro relacionadas às articulações políticas do PL. Ela também disse, no vídeo, ter sido desrespeitada e "apunhalada" pelo enteado.

Segundo Michelle, o desgaste teve início no fim de 2025 durante discussões sobre estratégias eleitorais da legenda, especialmente no Ceará. Ela era contrária à aproximação de lideranças do PL com o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes, pré-candidato ao Governo do Estado, enquanto Flávio defendia essa articulação.

A ex-primeira-dama afirmou ter sido humilhada, maltratada e desrespeitada durante uma conversa telefônica. Segundo seu relato, Flávio teria afirmado que ela deveria permanecer afastada das decisões partidárias por ter ingressado recentemente na política. Michelle também acusou aliados do senador de promoverem ataques contra sua imagem nas redes sociais.

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Após a repercussão, Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo pedindo desculpas caso Michelle tenha se sentido ofendida. O senador afirmou que nunca teve a intenção de desrespeitá-la, ressaltou que divergências de estratégia não significam divergências de princípios e defendeu a preservação da união familiar. Dias depois, disse considerar o episódio superado.

Em meio ao desgaste, Michelle anunciou, na terça-feira (30), sua saída da presidência do PL Mulher. Segundo comunicado divulgado pela ex-primeira-dama, a decisão foi tomada após conversa com Jair Bolsonaro e comunicada ao presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. Ela afirmou que pretende dedicar-se integralmente aos cuidados com o ex-presidente e com a filha.

Metodologia

A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 4.999 pessoas em todo o país, por recrutamento digital aleatório, entre os dias 26 e 30 de junho. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04582/2026.


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