O piloto cearense Alex Bacana está prestes a enfrentar uma das etapas mais desafiadoras de sua volta ao mundo. Após avançar para o norte das Filipinas, o aviador informou nesta quinta-feira (2) que finaliza os preparativos para um voo de quase nove horas até a Coreia do Sul. Além da longa travessia sobre o mar, a operação exige autorizações internacionais e um planejamento detalhado devido às restrições aeronáuticas existentes em parte do espaço aéreo do Leste Asiático.
A nova etapa ocorre depois de um deslocamento de aproximadamente cinco horas e meia entre dois aeroportos nas Filipinas. Durante esse percurso, Alex encontrou áreas de instabilidade meteorológica, mas conseguiu desviar das formações mais intensas e pousou em segurança no aeroporto escolhido como ponto de partida para a próxima fase da expedição.
Segundo o piloto, a expectativa é de que o voo rumo à Coreia do Sul represente um marco importante para a continuidade da missão de dar a volta ao mundo em uma aeronave de pequeno porte.
Alex Bacana encara uma das etapas mais difíceis da volta ao mundo
De acordo com Alex Bacana, a próxima perna da viagem reúne diversos fatores que elevam o grau de dificuldade da operação.
Além da duração estimada em quase nove horas, praticamente todo o trajeto será realizado sobre o oceano, em uma região onde as condições meteorológicas podem mudar rapidamente e exigem monitoramento constante durante o voo.
Outro desafio envolve o planejamento da rota. O percurso passará próximo a Taiwan e entre Japão e China antes da chegada à Coreia do Sul, exigindo atenção às restrições operacionais e aos avisos aeronáuticos emitidos para áreas influenciadas pelo cenário geopolítico da região, incluindo a Península Coreana.
"Já vai ser um voo um pouco mais tenso. Talvez seja um dos voos mais tensos da viagem, em termos de conflito, de duração e de sobre o mar. Tem muita coisa junta", afirmou o piloto.
Voo entre Filipinas e Coreia do Sul exige planejamento e autorizações
Além dos desafios operacionais, Alex Bacana ainda depende da liberação de diferentes órgãos internacionais para cumprir o cronograma da expedição.
Segundo o aviador, o processo envolve contatos com autoridades aeronáuticas de diferentes países e conta com o apoio das embaixadas brasileiras na China e na Coreia do Sul, além de equipes em Brasília que auxiliam na obtenção das permissões necessárias.
Até o envio da atualização, parte dessas autorizações ainda aguardava confirmação. Mesmo assim, o piloto demonstrou confiança de que conseguirá cumprir o planejamento previsto para os próximos dias.
Próxima etapa pode definir sequência da expedição
A chegada à Coreia do Sul é considerada estratégica para a continuidade da volta ao mundo. Nos últimos dias, Alex permaneceu nas Filipinas aguardando liberações para prosseguir viagem, e a conclusão dessa travessia deve abrir caminho para a etapa seguinte.
O planejamento da expedição prevê que, após deixar o território sul-coreano, o piloto siga rumo à Rússia. De lá, a rota continuará em direção ao Alasca antes do retorno ao continente americano e, posteriormente, ao Brasil.
Iniciada em Fortaleza, a expedição já ultrapassou a marca de 100 dias de viagem, com passagens por mais de 20 países e pelos cinco continentes. Ao longo do percurso, Alex Bacana enfrentou temperaturas extremas na Groenlândia, panes mecânicas e elétricas, tempestades sobre o Oceano Índico, interferências em sistemas de navegação e uma série de desafios burocráticos. Agora, a travessia entre as Filipinas e a Coreia do Sul representa mais um capítulo decisivo na tentativa de concluir a volta ao mundo com segurança.




