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24 HORAS APÓS PRISÃO

Dono da fazenda de maconha em Acopiara é solto após audiência de custódia no Ceará

A decisão foi proferida pelo juiz do 2º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias

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Dono da fazenda de maconha em Acopiara é solto após audiência de custódia no Ceará
O cumprimento do mandado de prisão temporária foi realizado pela Delegacia Municipal de Acopiara. (Foto: Reprodução)


O dono da fazenda de maconha em Acopiara, no interior do Ceará, foi colocado em liberdade nesta sexta-feira (3) após passar por audiência de custódia. O agricultor e empresário João Holanda Neto, de 59 anos, é proprietário do terreno onde a Polícia Civil encontrou cerca de 290 mil pés de maconha e havia sido preso temporariamente na quinta-feira (2), durante as investigações sobre os crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Leia também: Mãe de Isabelle Caracristi lamenta decisão da Justiça do Ceará que concedeu liberdade a João Munhoz

A decisão foi proferida pelo juiz do 2º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias, após a defesa apresentar argumentos relacionados ao estado de saúde do investigado. Apesar da soltura, o inquérito continua em andamento para identificar todos os envolvidos no cultivo da droga e esclarecer a responsabilidade de cada investigado.

Dono da fazenda de maconha em Acopiara é solto após audiência de custódia

O cumprimento do mandado de prisão temporária foi realizado pela Delegacia Municipal de Acopiara.

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Durante a audiência de custódia, a defesa sustentou que João Holanda Neto apresentava problemas de saúde que justificariam a revogação da prisão.

Segundo a advogada Mariah Lopes, o agricultor possui uma cirurgia previamente agendada e registrou picos de pressão arterial enquanto permaneceu detido.

Essas informações foram apresentadas ao Judiciário, que decidiu colocá-lo em liberdade.

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A decisão, entretanto, não encerra o processo investigativo nem representa absolvição do investigado. Ela trata apenas da manutenção da prisão temporária, enquanto a Polícia Civil prossegue com o inquérito.

Defesa alegou problemas de saúde para pedir a liberdade

De acordo com a defesa, João Holanda Neto precisou receber acompanhamento médico durante o período em que esteve preso.

A advogada informou que ele fez uso de cinco comprimidos para controle da pressão arterial e teve a pressão aferida três vezes durante o interrogatório.

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Esses elementos foram utilizados como fundamento para o pedido de liberdade, acolhido pelo magistrado na audiência de custódia.

Até o momento, a Justiça não divulgou outros detalhes sobre a decisão.

Proprietário nega participação no cultivo da droga

Desde que o caso ganhou repercussão, João Holanda Neto afirma não ter qualquer participação no plantio de maconha encontrado na propriedade.

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Segundo sua versão, a fazenda havia sido arrendada a um conhecido da família, responsável pela utilização da área.

Antes de se apresentar para cumprir o mandado de prisão, o agricultor gravou vídeos ao lado de familiares pedindo que o arrendatário procurasse a polícia e assumisse a responsabilidade pelo cultivo.

"Eu peço até pela alma da sua mãe, de seus filho… Você fazer isso comigo? Com minha família? Eu pensando que você era uma pessoa boa... Tomava café na casa da minha mãe… eu aluguei porque você era de casa, fiz contrato."
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Em outro momento, voltou a afirmar que desconhecia completamente a existência da plantação.

"Se eu soubesse que uma coisa dessa ia acontecer comigo jamais eu alugava, por dinheiro nenhum. Mesmo que eu não pudesse trabalhar, eu deixava a mata tomar de conta lá… Criei meus filhos trabalhando, se entregue por amor de Jesus Cristo."

Caso da plantação de maconha em Acopiara continua sob investigação

A descoberta da plantação em uma propriedade rural de Acopiara deu origem a uma das maiores operações do tipo já realizadas no Ceará.

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Nos dias seguintes, o caso ganhou novos desdobramentos após o deputado federal André Fernandes (PL) divulgar vídeos questionando a destruição da droga e afirmar que parte da plantação permanecia enterrada no local.

As denúncias levaram o Governo do Ceará a instaurar procedimentos administrativos para apurar a atuação dos policiais envolvidos na operação.

Posteriormente, a Polícia Civil informou que a destruição ocorreu por meio da incineração das plantas em valas abertas no terreno, técnica utilizada para evitar a propagação do fogo para áreas de vegetação próximas. Segundo a corporação, o material encontrado posteriormente correspondia a restos da vegetação já destruída durante a operação.

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Enquanto isso, a investigação criminal segue em andamento para identificar quem efetivamente implantou e cultivou a plantação de maconha encontrada na fazenda, bem como esclarecer a participação de cada investigado no caso.

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