Novas imagens divulgadas pela Polícia de Essex podem ajudar a esclarecer o desaparecimento da psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto, de 31 anos, desaparecida há mais de quatro meses no Reino Unido. Os registros de câmeras de segurança mostram a brasileira caminhando pela região portuária de Brightlingsea e entrando em um barco a remo na madrugada de 4 de março, horas após ter sido vista pela última vez.
Segundo os investigadores, a divulgação das imagens tem como objetivo identificar possíveis testemunhas e reconstituir os últimos deslocamentos de Vitória antes do desaparecimento. A corporação reforça que qualquer informação, mesmo considerada pequena, pode ser importante para o andamento das investigações.
O que mostram as novas imagens divulgadas pela polícia
As gravações registram Vitória caminhando nas proximidades do porto de Brightlingsea, cidade localizada a cerca de 100 quilômetros de Londres. Em seguida, ela aparece entrando em um barco a remo.
Até o momento, essas são as imagens mais recentes conhecidas da psicóloga antes de seu desaparecimento. A Polícia de Essex espera que moradores da região ou pessoas que tenham passado pelo local consigam reconhecer a movimentação registrada e forneçam novas informações.
Como aconteceu o desaparecimento
Vitória desapareceu em 3 de março, depois de deixar a Universidade de Essex, no sudeste da Inglaterra. Antes de viajar ao Reino Unido, ela havia participado de um congresso no Marrocos e também avaliava oportunidades acadêmicas para cursar doutorado na Universidade de Essex.
Na data do desaparecimento, a psicóloga almoçou com uma amiga em Wivenhoe e embarcou em um ônibus para Brightlingsea. A última localização confirmada ocorreu nas proximidades da marina da cidade, perto de um estaleiro na Copperas Road, onde câmeras de segurança registraram sua presença durante a madrugada de 4 de março.
Investigações continuam
Desde o desaparecimento, equipes da Polícia de Essex realizaram buscas terrestres, operações marítimas com apoio de drones e varreduras em áreas de mata e regiões rurais próximas à marina.
Apesar das operações, nenhum pertence da brasileira ou outro vestígio que permitisse esclarecer o caso foi encontrado.
Os investigadores também analisaram imagens de câmeras públicas e particulares, registros do transporte público, além de dados bancários e comunicações vinculadas ao nome de Vitória.
Até agora, não foram identificadas movimentações financeiras nem utilização de cartões bancários após o desaparecimento, o que reforça a hipótese de que ela esteja sem acesso a recursos financeiros ou meios de comunicação.
Embora as buscas físicas em Brightlingsea tenham sido encerradas após cerca de um mês, a investigação permanece aberta, com foco na análise de imagens, cruzamento de informações e recebimento de novos relatos da população.
Família reforça pedido por informações
Mais de 100 dias após o desaparecimento, a irmã da psicóloga, Marina Figueiredo, divulgou uma mensagem por meio da Polícia de Essex agradecendo o apoio recebido desde o início das buscas e pedindo que a mobilização continue.
Segundo ela, a família ainda não sabe o que aconteceu com Vitória e qualquer detalhe pode ser decisivo para esclarecer o caso.
A Polícia de Essex orienta moradores do Reino Unido e de outros países europeus a verificarem locais como garagens, galpões, porões, sótãos, anexos residenciais e imóveis alugados que possam conter alguma pista.
Enquanto as investigações prosseguem, familiares mantêm campanhas nas redes sociais em diferentes idiomas para ampliar o alcance da divulgação. A mãe de Vitória permaneceu por mais de um mês no Reino Unido acompanhando as buscas e depois retornou ao Brasil. Já o namorado da psicóloga continua no país colaborando com as autoridades.
No Ceará, o desaparecimento mobilizou colegas, professores, entidades da psicologia e campanhas de divulgação que seguem em busca de novas informações sobre o paradeiro da brasileira.




