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VOLTA AO MUNDO

Após passagem pela Coreia do Sul, piloto cearense chega à Rússia e se aproxima do retorno às Américas

Piloto cearense pousou em Vladivostok após enfrentar restrições de espaço aéreo, mudanças de rota e desafios burocráticos

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Após passagem pela Coreia do Sul, piloto cearense chega à Rússia e se aproxima do retorno às Américas
Com apoio de embaixadas, piloto cearense sai da Coreia do Sul e chega à Rússia na volta ao mundo. Foto: Reprodução

O piloto cearense Alex Bacana alcançou uma das etapas mais importantes da expedição Frotas Pelo Mundo. NesSa terça-feira (7), o comandante informou que pousou em Vladivostok, no extremo leste da Rússia, após superar uma sequência de desafios envolvendo autorizações internacionais, limitações de espaço aéreo e mudanças no planejamento da rota.

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A chegada ao território russo coloca Alex mais próximo do retorno ao continente americano. Segundo o piloto, faltam apenas dois pousos para deixar a Rússia e iniciar a travessia em direção ao Alasca, que será a porta de entrada para a fase final da volta ao mundo.

A etapa asiática foi uma das mais complexas da missão. Desde a saída das Filipinas, Alex precisou reorganizar o trajeto diversas vezes para encontrar uma rota viável para a aeronave experimental utilizada na expedição.

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O piloto destacou que o avanço pela região só foi possível após articulações com autoridades brasileiras no exterior, especialmente as embaixadas do Brasil na China e na Coreia do Sul, que auxiliaram na obtenção das permissões necessárias.

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Alex Bacana supera desafios para chegar ao extremo leste da Rússia

Antes de alcançar Vladivostok, Alex enfrentou uma série de obstáculos relacionados ao cenário internacional.

Países que poderiam fazer parte do trajeto, como China, Taiwan, Japão e Coreia do Sul, apresentavam diferentes restrições para a passagem da aeronave experimental, o que obrigou a equipe a buscar alternativas para manter a expedição em andamento.

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O voo entre a Coreia do Sul e a Rússia foi apontado pelo piloto como um dos mais difíceis da viagem. A rota precisou evitar o espaço aéreo da Coreia do Norte e seguir por uma região com limitações impostas pelo Japão para aeronaves de pequeno porte.

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Durante o deslocamento, mudanças no trajeto aumentaram o tempo estimado de voo em cerca de duas horas. O atraso chegou a colocar em risco o pouso em Vladivostok devido ao horário de funcionamento do aeroporto.

Após contato com a equipe responsável pelo local e explicações sobre a situação, a autorização foi concedida e Alex conseguiu finalizar mais uma etapa da missão.

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Vladivostok marca aproximação com o retorno às Américas

Já em solo russo, o piloto relatou que encontrou uma realidade diferente daquela associada ao conflito entre Rússia e Ucrânia.

Segundo Alex, Vladivostok, considerada a maior cidade do extremo leste russo, apresenta uma rotina normal, com circulação de moradores e turistas.

O piloto explicou que a região onde ocorre o conflito está distante do ponto onde ele está realizando a expedição.

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“Para esse lado de cá, que é onde eu estou, é meio vida que segue”, relatou.

A passagem pela Rússia representa um momento simbólico da missão, já que a próxima etapa aproxima o piloto do continente americano e da fase final da jornada iniciada em Fortaleza.

Alasca será o próximo destino da volta ao mundo de avião

O planejamento da expedição prevê uma permanência curta em Vladivostok. Depois, Alex seguirá para outras cidades russas até chegar a Magadan, último ponto antes da travessia para o Alasca. A expectativa do piloto é pousar no Alasca na quinta-feira (9), encerrando a fase russa da viagem após 115 dias de jornada.

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A partir de então, a rota seguirá pelo Canadá e pelos Estados Unidos, incluindo uma parada especial na EAA AirVenture, em Oshkosh, considerada a maior feira de aviação do mundo. O local possui um significado especial para a expedição, já que Alex iniciou uma das etapas da missão a partir de Oshkosh e pretende retornar durante o evento.

Depois da América do Norte, o trajeto seguirá pela América Central e América do Sul até o retorno ao Ceará.

Iniciada em Fortaleza, a expedição Frotas Pelo Mundo já passou por cinco continentes e mais de 20 países. Durante a viagem, Alex enfrentou temperaturas extremas na Groenlândia, travessias oceânicas, problemas mecânicos, falhas elétricas, dificuldades de navegação e uma série de desafios burocráticos.

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A chegada à Rússia marca mais um capítulo de uma das maiores aventuras aéreas já realizadas por um piloto cearense e aproxima Alex Bacana do objetivo final: completar a volta ao mundo em uma aeronave experimental.


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