O Ceará participa da Operação Força Integrada III, deflagrada nesta quarta-feira (8), com uma ação voltada ao combate ao crime organizado. No estado, a Operação Conexão Amazônia cumpre 16 mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio patrimonial e sequestro de bens, em uma investigação que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento com o tráfico interestadual de drogas e a lavagem de dinheiro.
A ofensiva ocorre simultaneamente em 14 estados brasileiros e é coordenada por 17 Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs). Em todo o país, estão sendo cumpridos 179 mandados de busca e apreensão, 93 mandados de prisão e outras medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário.
As investigações envolvem organizações suspeitas de atuar em crimes como tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, homicídios, roubos de cargas e outras práticas ligadas ao financiamento do crime organizado.
Operação contra o tráfico de drogas no Ceará cumpre 16 mandados
No Ceará, a investigação recebeu o nome de Operação Conexão Amazônia. Além do território cearense, as diligências também ocorrem em Pernambuco, Pará e Amazonas, indicando a atuação interestadual do grupo investigado.
Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça autorizou medidas de bloqueio patrimonial e sequestro de bens. O objetivo é impedir que recursos supostamente obtidos por meio das atividades criminosas continuem sendo utilizados ou ocultados pelos investigados. Até a divulgação das informações oficiais, não haviam sido informados os locais exatos das diligências nem a existência de prisões relacionadas à operação no Ceará.
Operação nacional mobiliza forças de segurança em 14 estados
A Operação Força Integrada III reúne investigações conduzidas pelas FICCOs em diferentes regiões do país. Embora cada unidade execute uma operação própria, todas fazem parte de uma estratégia integrada de enfrentamento ao crime organizado.
Entre as principais ações estão:
- Pará: Operação Coalizão – COP VIII, com 32 mandados de prisão preventiva e 32 de busca e apreensão.
- Paraíba: Operação Consigliere, com 46 mandados de busca e apreensão e 13 prisões preventivas.
- Minas Gerais: Operação Borak, com 10 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão em investigação sobre tráfico de drogas, homicídios e crimes envolvendo armas de fogo.
- Rio Grande do Norte: operações voltadas ao combate de organizações investigadas por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
- São Paulo: duas operações contra grupos investigados por roubos, furtos e receptação de cargas.
Também foram realizadas ações no Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Piauí.
Investigação mira tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro
Além da responsabilização dos investigados, as operações buscam atingir a estrutura financeira das organizações criminosas. Por isso, diversas investigações incluem medidas como bloqueio de contas, indisponibilidade de patrimônio e sequestro de bens que possam estar relacionados às atividades investigadas.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, a investigação conduzida no Ceará está relacionada ao tráfico interestadual de drogas e aos mecanismos utilizados para movimentar recursos financeiros provenientes dessas atividades.
Como atuam as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado
As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) reúnem instituições federais e estaduais de segurança pública para conduzir investigações de alta complexidade. O modelo permite o compartilhamento de informações de inteligência, integração operacional e atuação conjunta em casos que ultrapassam os limites de um único estado.
A Operação Força Integrada III reúne diferentes investigações em andamento no país com um objetivo comum: desarticular organizações criminosas, cumprir medidas judiciais autorizadas pela Justiça e enfraquecer estruturas financeiras ligadas ao crime organizado.




