Um provedor de internet em Icapuí foi alvo de um ataque durante a madrugada desta quarta-feira (8), na Praia Redonda, no Litoral Leste do Ceará. A empresa teve a estrutura danificada por criminosos e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil após denúncias de comerciantes sobre ameaças e cobranças ilegais que teriam sido impostas por um grupo criminoso com atuação na região.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que os suspeitos invadiram o estabelecimento e destruíram parte da estrutura da loja. O ataque teria ocorrido após empresários do setor relatarem tentativas de extorsão e exigências de pagamentos mensais vinculados ao número de clientes atendidos pelos provedores.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou que a ocorrência de dano foi registrada e informou que a investigação está sendo conduzida pela Polícia Civil do Ceará.
Provedor de internet é atacado após denúncias de extorsão em Icapuí
De acordo com informações repassadas por comerciantes da região, empresas de internet passaram a ser alvo de ameaças nos últimos dias. As denúncias apontam que criminosos estariam exigindo pagamentos mensais dos provedores como uma espécie de cobrança ilegal pelo funcionamento das atividades.
Segundo relatos recebidos pela reportagem, o valor exigido seria calculado com base na quantidade de clientes atendidos por cada empresa, chegando a cerca de R$ 10 por usuário da base dos provedores.
Empresários afirmam que as cobranças vieram acompanhadas de ameaças e intimidações. Conforme os relatos, estabelecimentos que não aceitaram as exigências passaram a sofrer ações criminosas, como o ataque registrado contra a empresa localizada na Praia Redonda.
A possível atuação de uma facção criminosa na tentativa de controlar atividades comerciais da região está entre as linhas investigadas pelas forças de segurança.
Comerciantes relatam medo após ameaças e cobranças ilegais
Além dos provedores de internet, comerciantes de outros segmentos também relatam terem sido procurados por criminosos com exigências de pagamentos.
Um depósito de água da região também teria sido alvo das cobranças, conforme informações repassadas por moradores e empresários locais.
Segundo os relatos, alguns comerciantes teriam realizado pagamentos por medo de sofrer represálias ou ter seus estabelecimentos atacados. Os valores e a quantidade de empresas atingidas ainda não foram confirmados oficialmente pelas autoridades.
A situação gerou preocupação entre empresários e moradores, que relatam medo diante das ameaças e da possibilidade de novos ataques contra estabelecimentos comerciais.
Polícia Civil e Draco investigam possível atuação de grupo criminoso
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social informou que a Polícia Civil do Ceará investiga o caso registrado em Icapuí, município integrante da Área Integrada de Segurança Pública (AIS) 30.
A apuração está sendo realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e pela Delegacia de Polícia Civil de Icapuí.
A Polícia Militar do Ceará também foi acionada e realizou reforço do policiamento ostensivo na região após o registro da ocorrência.
Além das equipes operacionais, setores de inteligência acompanham o caso para auxiliar na identificação dos responsáveis pelo ataque e esclarecer se há ligação com outros episódios de ameaças e cobranças registrados no município.
Segundo a SSPDS, ações integradas das forças de segurança vêm sendo realizadas para combater crimes envolvendo empresas provedoras de internet no Ceará. A pasta informou que, desde julho de 2025, operações resultaram na captura de 98 suspeitos envolvidos em crimes contra provedores de internet.
As investigações sobre o ataque em Icapuí continuam em andamento. Informações que possam ajudar na identificação dos envolvidos podem ser repassadas às autoridades por meio dos canais oficiais de denúncia. Em situações de emergência, a população pode acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
O caso reforça a preocupação das autoridades com tentativas de grupos criminosos de interferir na atividade de empresas privadas por meio de ameaças, intimidação e cobranças ilegais. A investigação deverá apontar a autoria do ataque e confirmar a existência ou não de ligação com uma organização criminosa.




