Uma operação contra furtos em agências bancárias realizada pela Polícia Civil de Sergipe, com apoio da Polícia Civil do Ceará, resultou no cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em Novo Oriente, no interior cearense. A ação teve como alvo uma associação criminosa investigada por furtos qualificados e fraudes praticadas dentro de agências bancárias em diferentes estados do Nordeste.
Ao todo, foram cumpridas oito ordens judiciais: seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. Um dos investigados foi localizado e preso. O segundo suspeito, alvo de mandado de prisão, permanece foragido.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Aquidabã, em Sergipe, com apoio da Delegacia de Neópolis. Segundo a Polícia Civil, a atuação integrada entre as forças de segurança dos dois estados foi decisiva para o cumprimento das medidas judiciais e para o avanço das investigações.
Operação contra furtos em agências bancárias cumpre mandados no Ceará
As investigações tiveram início após crimes registrados em janeiro deste ano no município de Capela, em Sergipe. A partir da apuração, os policiais identificaram um grupo criminoso sediado em Novo Oriente, no Ceará, que atuaria de forma itinerante em diferentes cidades da região Nordeste.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados viajavam para cometer furtos em agências bancárias e retornavam ao Ceará após a execução dos crimes. Além de Capela, foram identificadas ocorrências atribuídas ao grupo em Nossa Senhora das Dores e Aracaju, também em Sergipe. As diligências continuam para localizar o segundo investigado e identificar outros possíveis integrantes da associação criminosa.
Investigação aponta atuação do grupo em diferentes estados do Nordeste
Segundo o delegado Ruidiney Nunes, responsável pelo caso, os investigados possuem histórico na prática desse tipo de crime. Conforme a autoridade policial, eles atuam há cerca de 20 anos nessa modalidade criminosa, respondem a diversos processos e já foram presos anteriormente em diferentes estados nordestinos. "Eles atuam há cerca de 20 anos nessa modalidade criminosa, já responderam a diversos processos e foram presos anteriormente em diferentes estados da região Nordeste", destacou.
Ainda segundo a investigação, o deslocamento constante entre municípios e estados dificultava a identificação dos suspeitos e contribuía para a continuidade das ações criminosas. A cooperação entre as polícias civis de Sergipe e do Ceará permitiu reunir elementos para a expedição dos mandados judiciais, enquanto as investigações seguem em andamento para esclarecer toda a estrutura da associação criminosa.
Como funcionava o golpe aplicado nos caixas eletrônicos
As investigações apontam que o grupo escolhia agências bancárias com menor fluxo de clientes para instalar dispositivos capazes de reter cartões nos caixas eletrônicos. Após a instalação dos equipamentos, os criminosos afixavam adesivos falsos com números de telefone que simulavam canais oficiais de atendimento das instituições financeiras.
Quando o cliente percebia que o cartão havia ficado preso, entrava em contato com o número indicado. A ligação era atendida por um integrante da associação criminosa, que se passava por funcionário do banco e solicitava informações pessoais e senhas sob o pretexto de solucionar o problema.
Enquanto isso, outros integrantes retiravam o cartão verdadeiro do equipamento e o substituíam por outro semelhante, sem que a vítima percebesse a troca. Com o cartão original e a senha fornecida pela vítima, os investigados realizavam saques e transferências bancárias. Conforme a Polícia Civil, essas movimentações normalmente eram feitas em municípios vizinhos, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento da fraude.
Polícia orienta clientes de bancos para evitar novas fraudes
Além da operação policial, a Polícia Civil reforçou orientações para reduzir o risco desse tipo de crime.
Entre as recomendações estão:
- não aceitar ajuda de desconhecidos durante operações em caixas eletrônicos;
- desconfiar de adesivos com telefones colados nos equipamentos;
- nunca fornecer senhas ou dados bancários por telefone;
- procurar funcionários identificados da agência sempre que houver qualquer problema durante o atendimento.
Caso o cartão fique retido no caixa eletrônico, a orientação é utilizar apenas os canais oficiais da instituição financeira para solicitar atendimento. As investigações continuam para localizar o segundo investigado e identificar outros possíveis integrantes do grupo suspeito de atuar em diferentes estados do Nordeste.




