O padrasto de uma bebê de 10 meses e um primo dele são apontados, de forma preliminar, como os principais suspeitos de envolvimento na morte da criança, registrada nesta segunda-feira (13), no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura a suspeita de estupro contra a bebê e trabalha para esclarecer a dinâmica dos fatos.
Segundo as informações apuradas até o momento, a criança chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A ocorrência ainda está na fase inicial de investigação, com o primeiro protocolo sendo realizado na Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), unidade responsável pelo caso.
As informações preliminares obtidas pelos investigadores indicam que o padrasto da vítima e um primo dele são os principais suspeitos. Ainda conforme os relatos iniciais, os dois apresentavam sinais de embriaguez, e há a suspeita de que estivessem consumindo bebida alcoólica antes do crime.
Também há a informação de que a criança teria ido a óbito por asfixia, após o ataque. Essas circunstâncias ainda são objeto de investigação e deverão ser confirmadas ou descartadas durante o inquérito policial.
Mãe e tio da criança prestam depoimento
Enquanto as diligências avançam, familiares da vítima foram levados à Dececa para prestar esclarecimentos.
No início da tarde desta segunda-feira (13), a mãe e o tio da bebê eram ouvidos pela Polícia Civil na condição de testemunhas. Os depoimentos fazem parte dos primeiros procedimentos adotados pelos investigadores para reconstruir o que aconteceu e identificar a participação de cada pessoa envolvida.
Ao todo, quatro pessoas foram encaminhadas à unidade especializada para prestar esclarecimentos.
Até a publicação desta reportagem, a Polícia Civil não havia informado oficialmente se algum dos suspeitos havia sido preso, indiciado ou autuado em flagrante. Também não foi divulgada a condição em que os conduzidos permaneciam na delegacia.
Suspeita de estupro ainda depende dos laudos
Embora a principal linha investigativa considere a possibilidade de estupro contra a criança, a Polícia Civil ainda não confirmou oficialmente a ocorrência da violência sexual.
A suspeita integra as hipóteses analisadas pelos investigadores e somente poderá ser confirmada ou descartada após a conclusão dos exames periciais e da análise dos demais elementos reunidos durante a investigação.
Além disso, a causa da morte da bebê também será esclarecida pelos laudos da Perícia Forense, que deverão subsidiar o andamento do inquérito policial.
Dececa conduz as investigações
A Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente concentra as diligências relacionadas ao caso.
Equipes da Polícia Civil realizam coleta de depoimentos, levantamento de informações, análise de vestígios e demais procedimentos investigativos para esclarecer as circunstâncias da morte da criança e verificar a eventual prática de crimes contra a bebê.
Como a investigação ainda está em andamento, novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das diligências e a conclusão das perícias.
Caso segue sob investigação
O caso é tratado como prioritário pelas autoridades em razão da gravidade dos fatos e da idade da vítima.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a dinâmica do crime, a eventual responsabilização criminal dos investigados ou o resultado dos exames periciais.
O GCMais acompanha o caso e atualizará esta reportagem assim que a Polícia Civil divulgar novas informações oficiais, incluindo o resultado das perícias, a confirmação ou descarte da suspeita de estupro, eventuais prisões, indiciamentos e os demais desdobramentos da investigação.
Denúncias à polícia
A população pode contribuir com investigações das forças de segurança do estado do Ceará repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via "e-denúncias", o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.




