PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
CUIDADOS

Aposentada segue na UTI após comer peixe contaminado; saiba o que é a intoxicação por ciguatera

Durante o tratamento, a paciente apresentou episódios de hipotensão, bradicardia e infecção intestinal.

Compartilhe
Aposentada segue na UTI após comer peixe contaminado; saiba o que é a intoxicação por ciguatera
Fátima Santos, de 71 anos, segue em tratamento após intoxicação (Foto: Reprodução)

A gestora financeira aposentada Fátima Santos, de 71 anos, permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Coração, em Natal, após consumir um peixe contaminado pela toxina causadora da Ciguatera, uma grave intoxicação alimentar.

Segundo informações da família e da unidade hospitalar, Fátima segue em tratamento intensivo desde a internação. O quadro clínico apresentou diversos momentos de instabilidade, chegando a um estado considerado muito grave.

Leia também: Capela de São Pedro, em Pacajus, tem sacrário roubado

O peixe foi consumido durante um almoço realizado no sábado, 27 de junho, na casa da vizinha, a professora aposentada Miriam Carvalho, de 63 anos, que comprou uma Cioba em uma peixaria do bairro onde mora e preparou uma moqueca. Na ocasião, almoçaram a moqueca Fátima, Miriam e a filha, a advogada Cynthia Carvalho.

PUBLICIDADE

As três passaram mal logo após a refeição. Miriam e Cynthia apresentaram vômitos imediatamente, foram atendidas em um hospital e receberam alta três dias depois. Já Fátima começou a sentir fortes enjoos e queda de pressão. Ela foi levada pela filha ao hospital imediatamente, onde precisou ser internada diretamente na UTI.

Durante o tratamento, a paciente apresentou episódios de hipotensão, bradicardia e infecção intestinal. O quadro evoluiu para a paralisação do intestino, exigindo acompanhamento intensivo da equipe médica. O tratamento é feito de acordo com a ação da toxina no organismo.

PUBLICIDADE

O que é a ciguatera?

A ciguatera é uma intoxicação alimentar provocada pelo consumo de peixes contaminados por toxinas produzidas por microalgas marinhas. A substância é resistente ao gelo e também ao calor, ou seja, não é eliminada pelo cozimento. Além disso, não altera o sabor, o cheiro nem a aparência do peixe, o que dificulta sua identificação.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Casos no Rio Grande do Norte

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) aponta que a bicuda (barracuda) é a espécie mais frequentemente associada aos casos de ciguatera no Rio Grande do Norte, responsável por 51 ocorrências, o equivalente a 45,13% dos registros confirmados.

Outras espécies também foram relacionadas às intoxicações, entre elas arabaiana, dourado, cioba, pescada-branca, galo-do-alto, pargo, sirigado e robalo.

Entre os municípios com maior número de notificações, Natal concentra 52,21% dos casos, seguida por Touros (24,78%), Ceará-Mirim (12,39%), Nísia Floresta (5,31%), Parnamirim (3,54%) e Extremoz (1,77%).

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

De acordo com a Sesap, esses municípios concentram a maior parte dos registros contabilizados até o momento, reforçando o alerta para o consumo de peixes de determinadas espécies e a importância da notificação dos casos suspeitos.

Leia também
Capela de São Pedro, em Pacajus, tem sacrário roubado
FURTO RELIGIOSO
Capela de São Pedro, em Pacajus, tem sacrário roubado
03 de out. de 2026 - 21:07
Apostas do Ceará faturam prêmios na Quina e Dupla Sena
LOTERIAS
Apostas do Ceará faturam prêmios na Quina e Dupla Sena
03 de out. de 2026 - 09:55
Fortaleza terá seis novos viadutos e túneis a partir de 2027, anuncia Evandro Leitão
MOBILIDADE URBANA
Fortaleza terá seis novos viadutos e túneis a partir de 2027, anuncia Evandro Leitão
03 de out. de 2026 - 09:09