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DOR E REVOLTA

Pai de bebê de 10 meses morta em Fortaleza rebate entrevista da mãe e pede Justiça: "Ela está mentindo"

Em outra mensagem, o pai afirmou que não consegue ver o outro filho do casal.

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Pai de bebê de 10 meses morta em Fortaleza rebate entrevista da mãe e pede Justiça: "Ela está mentindo"
Homem staria sendo impedido de manter contato com o outro filho que tem com Ysabelle (Foto: Reprodução)


Um homem que se apresenta como pai da bebê Helena, de 10 meses, morta em um caso investigado pela Polícia Civil do Ceará, contestou publicamente as declarações dadas pela mãe da criança, Ysabelle Rodrigues, em entrevista exclusiva à TV Cidade/Record. Em uma série de comentários publicados nas redes sociais nesta quarta-feira (15), o homem, identificado apenas como Almeida, afirmou que a ex-companheira "está mentindo" e voltou a pedir Justiça pela morte da filha.

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Nas publicações, Almeida também disse que, além de enfrentar o luto pela perda da bebê, estaria sendo impedido de manter contato com o outro filho que tem com Ysabelle.

"Ela está mentindo, gente. Eles todos estão mentindo. Por isso mesmo ela é para estar presa e o irmão dela. Minha filha não volta, mas eu só quero justiça", escreveu.
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Em outra mensagem, o pai afirmou que não consegue ver o outro filho do casal.

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"Gente, eles não querem que eu veja meu filho. Será que eu não tenho direito? Até quando? Já basta a dor da perda da minha filha e agora não posso ver meu filho."

Também nas redes sociais, Almeida publicou uma homenagem à bebê Helena, lamentando a morte da filha e reforçando o pedido por responsabilização dos envolvidos.

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"Você tinha uma vida inteira pela frente, sonhos para realizar e um sorriso que iluminava os meus dias. Arrancaram você dos meus braços de forma violenta e injusta, deixando um vazio que nada no mundo será capaz de preencher. Minha eterna Helena."
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O GCMAIS tenta contato com Almeida para obter um posicionamento mais detalhado sobre as declarações publicadas nas redes sociais. O espaço permanece aberto para manifestação.

Mãe de Helena apresentou sua versão em entrevista ao GCMAIS

Mais cedo, Ysabelle Rodrigues falou pela primeira vez sobre a morte da filha em entrevista exclusiva à TV Cidade/Record .

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Ela afirmou que decidiu quebrar o silêncio diante das especulações sobre o caso e relatou como, segundo sua versão, transcorreram as horas que antecederam a morte da bebê.

Durante a entrevista, Ysabelle declarou que permaneceu consciente durante toda a confraternização realizada antes da tragédia e negou ter consumido bebida alcoólica.

"Eu não trisquei numa gota de bebida. Eu lembro de tudo que aconteceu", afirmou.

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Segundo ela, o grupo passou parte do dia reunido em uma comemoração familiar e, posteriormente, seguiu para um apartamento de conhecidos, onde permaneceu durante a madrugada.

A mãe também contou que, ao perceber que Helena começou a tossir por causa do ar-condicionado, decidiu mudar de lugar para dormir com a filha.

"Coloquei ela debaixo do meu bracinho, como eu sempre dormi com ela", disse.

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Em outro momento da entrevista, Ysabelle afirmou que Helena era sua maior companhia.

"Quem me conhece sabe que a minha filha era meu mundo."

Investigação sobre a morte da bebê continua

A morte de Helena ocorreu na última segunda-feira (13), em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.

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O caso é investigado pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa).

Conforme informações divulgadas pela Polícia Civil, a investigação trata o caso, de forma preliminar, como suspeita de estupro de vulnerável seguido de morte. As autoridades informaram que essa linha investigativa ainda depende da conclusão dos laudos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), responsáveis por confirmar ou descartar a ocorrência de violência sexual e esclarecer a causa da morte da criança.

De acordo com a apuração policial, dois homens que estavam no apartamento onde a família permaneceu durante a madrugada figuram entre os principais investigados. Segundo a Polícia Civil, ambos apresentavam sinais de embriaguez.

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Além deles, familiares da bebê, incluindo a mãe e um tio da criança, prestaram depoimento à Dececa durante as primeiras diligências. Ao todo, quatro pessoas foram ouvidas na unidade especializada.

A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento, com coleta de novos depoimentos, análise de vestígios e outras diligências destinadas a reconstruir a dinâmica dos fatos e identificar eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.

Em respeito ao princípio do contraditório, o GCMAIS mantém espaço aberto para manifestação das pessoas citadas na investigação e acompanhará o caso conforme a divulgação oficial de novos laudos e informações pelas autoridades competentes.

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