PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
TARIFAÇO

Fiesp critica taxação dos Estados Unidos sobre o Brasil e alerta para perda de competitividade

Federações da indústria afirmam que a sobretaxa anunciada pelos Estados Unidos reduz a competitividade das exportações brasileiras e defendem o fortalecimento do diálogo entre os dois países para minimizar os impactos sobre a economia

Compartilhe
Fiesp critica taxação dos Estados Unidos sobre o Brasil e alerta para perda de competitividade
Indústria critica a nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Foto: Iano Andrade / CNI


A taxação dos Estados Unidos sobre o Brasil provocou forte reação de entidades que representam a indústria brasileira. Após o governo norte-americano anunciar uma sobretaxa de 25% sobre parte dos produtos exportados pelo Brasil, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticaram a decisão e defenderam a retomada do diálogo entre os dois países para reduzir os impactos sobre a economia.

Leia também: PIS/Pasep libera lote extra de até R$ 1.621; veja quem tem direito e como consultar

A medida foi anunciada na madrugada desta quinta-feira (16), no horário de Brasília, pelo governo do presidente Donald Trump, e passa a valer em 22 de julho para os produtos brasileiros que não fazem parte da lista de exceções divulgada pelos Estados Unidos. Embora mais de dois mil itens tenham sido poupados da nova cobrança, representantes do setor produtivo afirmam que a decisão compromete a competitividade das exportações brasileiras em um dos principais mercados consumidores do mundo.

Fiesp critica taxação dos Estados Unidos sobre o Brasil

Em nota oficial, a Fiesp afirmou receber o anúncio com preocupação e classificou a medida como prejudicial às exportações brasileiras.

PUBLICIDADE

A entidade destacou que a sobretaxa foi aplicada exclusivamente ao Brasil, o que coloca os produtos nacionais em desvantagem frente aos concorrentes internacionais. "A decisão é especialmente prejudicial por se limitar de forma unilateral ao Brasil, o que reduz significativamente a competitividade do país perante concorrentes globais", afirmou a Fiesp.

PUBLICIDADE

A federação também informou que continuará atuando junto a entidades e parceiros empresariais nos Estados Unidos para tentar reduzir os efeitos da medida. "A Fiesp reafirma seu compromisso com a diplomacia empresarial e seguirá trabalhando de forma construtiva junto a parceiros nos EUA para que as tarifas sejam revertidas ou parcialmente mitigadas na ampliação da lista de isenções."

Segundo a entidade, preservar a relação comercial entre os dois países é fundamental para manter a competitividade da indústria brasileira e evitar prejuízos ao setor produtivo.

PUBLICIDADE

CNI vê cenário mais difícil para a indústria brasileira

A Confederação Nacional da Indústria também reagiu ao anúncio do governo norte-americano.

PUBLICIDADE

Em manifestação oficial, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que os efeitos das medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos já começaram a aparecer antes mesmo da nova sobretaxa. "Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro trimestre."

Na avaliação da entidade, a nova tarifa tende a ampliar esse cenário. "Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que o Brasil e Estados Unidos construíram", acrescentou Alban.

PUBLICIDADE

A CNI defende que sejam intensificadas as negociações diplomáticas e comerciais para preservar uma relação considerada estratégica para diversos segmentos da economia brasileira.

PUBLICIDADE

Fiemg pede diálogo entre Brasil e Estados Unidos

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também divulgou posicionamento oficial sobre a decisão do governo dos Estados Unidos.

A entidade afirmou acompanhar com preocupação o aumento das tarifas e ressaltou que momentos de tensão comercial exigem equilíbrio entre os países. "A Fiemg manifesta profunda preocupação com o recente aumento das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros."

PUBLICIDADE

Em seguida, a federação reforçou a necessidade de diálogo para evitar impactos mais amplos sobre a atividade econômica. "A Fiemg reforça a importância do diálogo e da cooperação entre os países, especialmente em um momento em que se exige serenidade e responsabilidade nas relações comerciais internacionais."

Para a entidade, os Estados Unidos continuam sendo um parceiro estratégico para o Brasil, sobretudo para o setor industrial. "Os Estados Unidos são um parceiro estratégico para o país, em especial para a indústria manufatureira nacional."

Qual é a diferença entre a tarifa de 25% e a de 12,5%?

Os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos podem ser afetados por duas tarifas distintas, mas elas têm origens e objetivos diferentes.

PUBLICIDADE

A tarifa de 12,5% faz parte de uma medida de alcance global adotada pelo governo norte-americano e aplicada a dezenas de países. Trata-se de uma cobrança ampla, criada dentro da nova política comercial dos Estados Unidos e que não é direcionada exclusivamente ao Brasil. Por esse motivo, o governo brasileiro avaliava que havia pouca margem para negociar sua suspensão.

Já a tarifa de 25% é uma sobretaxa específica para produtos brasileiros. Ela foi anunciada após uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que concluiu haver práticas consideradas desleais pelo governo norte-americano. Essa cobrança incide sobre parte das exportações do Brasil e entra em vigor em 22 de julho, com exceções para milhares de produtos incluídos em uma lista divulgada pelos Estados Unidos.

Na prática, a diferença é a seguinte:

PUBLICIDADE
  1. Tarifa de 12,5%: medida geral aplicada a diversos países, sem foco exclusivo no Brasil.
  2. Tarifa de 25%: sobretaxa direcionada especificamente ao Brasil, resultado da investigação comercial do USTR e aplicada apenas aos produtos que não constam na lista de exceções.

É importante destacar que, para os produtos brasileiros atingidos pela nova medida, a cobrança de 25% substitui a tarifa geral de 12,5%, e não se soma a ela. Assim, esses itens passam a pagar a alíquota específica de 25%, enquanto os produtos isentos dessa sobretaxa permanecem sujeitos às regras tarifárias gerais aplicáveis a cada caso.

Quais produtos ficaram de fora da nova tarifa?

Embora a sobretaxa de 25% alcance parte das exportações brasileiras, o governo dos Estados Unidos publicou uma lista com mais de dois mil produtos isentos da medida.

Entre os principais itens que ficaram fora da nova cobrança estão:

PUBLICIDADE
  1. café;
  2. suco de laranja;
  3. carne bovina;
  4. aeronaves;
  5. produtos considerados estratégicos para a economia norte-americana.

Segundo representantes da indústria, as exceções reduzem parte dos impactos imediatos da medida, mas não eliminam a preocupação com a perda de competitividade das exportações brasileiras, especialmente em setores que disputam espaço com fornecedores de outros países.

Mesmo com essas exceções, representantes da indústria avaliam que a medida pode provocar perda de competitividade para diversos setores exportadores, especialmente aqueles que disputam espaço com fornecedores de outros países.

O anúncio também amplia a preocupação do setor produtivo com os rumos da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. As entidades defendem que o diálogo diplomático e empresarial seja intensificado nas próximas semanas para buscar alternativas que reduzam os impactos da nova política tarifária anunciada pelo governo de Donald Trump e preservem um dos principais destinos das exportações brasileiras, considerado estratégico para a indústria nacional.

PUBLICIDADE


Leia também
PIS/Pasep libera lote extra de até R$ 1.621; veja quem tem direito e como consultar
Economia
PIS/Pasep libera lote extra de até R$ 1.621; veja quem tem direito e como consultar
16 de out. de 2026 - 19:02
Fim da escala 6x1 vai beneficiar 254,7 mil trabalhadores no Ceará; veja mudanças por setor
TRABALHO
Fim da escala 6x1 vai beneficiar 254,7 mil trabalhadores no Ceará; veja mudanças por setor
16 de out. de 2026 - 11:12
Aumento de carros elétricos impulsiona rede de eletropostos em Fortaleza
VEÍCULOS
Aumento de carros elétricos impulsiona rede de eletropostos em Fortaleza
15 de out. de 2026 - 13:38