A investigação sobre a morte de uma bebê de 10 meses, registrada nesta segunda-feira (13), ganhou novos desdobramentos com a realização de uma perícia no apartamento onde a criança foi encontrada ferida, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. Equipes da Polícia Civil e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) realizam diligências no imóvel para reunir elementos que possam esclarecer as circunstâncias do caso. Durante a apuração, o padrasto da vítima e um primo dele foram presos e permanecem à disposição da Justiça.
A movimentação de viaturas e equipes especializadas começou ainda nas primeiras horas da manhã em um condomínio localizado no cruzamento das ruas Barbosa de Freitas e Francisco Holanda. O trabalho é coordenado pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (DECECA), responsável pela investigação.
Moradores relataram que, por volta das 7h, diversas equipes da Polícia Militar chegaram ao local para dar apoio às diligências. Durante as primeiras horas da operação, uma pessoa permaneceu detida em uma viatura enquanto policiais e peritos iniciavam os levantamentos no apartamento.
Perícia busca esclarecer o que aconteceu dentro do apartamento
A Perícia Forense do Estado do Ceará realiza a coleta de vestígios e a análise de todos os cômodos do imóvel. O objetivo é identificar elementos que possam ajudar a reconstruir a dinâmica dos fatos e subsidiar o inquérito conduzido pela Polícia Civil.
Além da análise técnica do apartamento, os investigadores também trabalham com depoimentos de familiares e de outras pessoas que possam contribuir para o esclarecimento do caso.
Como a investigação ainda está em andamento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre os materiais recolhidos nem sobre as linhas de apuração adotadas pela equipe responsável.
Bebê foi levada ao hospital pela mãe após ser encontrada ferida
Segundo informações apuradas pela reportagem da TV Cidade Fortaleza, a bebê foi encontrada ferida pela própria mãe dentro do apartamento. Ao perceber a gravidade da situação, ela levou a criança imediatamente para um hospital particular localizado a poucos quarteirões do condomínio.
Durante o atendimento médico, a equipe de saúde constatou um intenso sangramento na região íntima da vítima. Apesar dos procedimentos realizados pelos profissionais, a bebê não resistiu.
As causas dos ferimentos ainda dependem da conclusão dos exames periciais e dos laudos que serão produzidos pela Pefoce. Até o momento, as autoridades não divulgaram oficialmente o resultado dessas análises.
Padrasto e primo dele foram presos durante a investigação
As diligências realizadas ao longo desta segunda-feira resultaram na prisão de duas pessoas: o padrasto da criança e um primo dele. Ambos são investigados pela Polícia Civil no âmbito do inquérito instaurado para apurar o caso.
A mãe da bebê também foi levada à sede da DECECA, onde prestou depoimento, assim como outros familiares, na condição de testemunhas.
Os investigadores buscam esclarecer quem estava no apartamento no momento da ocorrência, qual foi a participação de cada pessoa presente no imóvel e quais circunstâncias levaram à morte da criança.
Até a publicação desta reportagem, a Polícia Civil não havia divulgado detalhes sobre os depoimentos prestados nem informado se novas prisões poderão ocorrer durante o andamento da investigação.
Caso mobilizou equipes de segurança no Dionísio Torres
A ocorrência mobilizou equipes das polícias Civil e Militar durante todo o dia no bairro Dionísio Torres, uma das áreas de maior circulação da capital cearense. Além das diligências realizadas no condomínio, policiais permaneceram nas proximidades do edifício para reforçar a segurança da região durante os trabalhos da perícia.
A presença das equipes chamou a atenção de moradores e de pessoas que passavam pelo local, acompanhando a movimentação de viaturas, peritos e investigadores.
A investigação permanece sob responsabilidade da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente. A Polícia Civil segue reunindo depoimentos, analisando os materiais recolhidos no apartamento e aguardando os resultados dos exames periciais que deverão auxiliar na elucidação do caso.
Por envolver uma vítima de apenas 10 meses, o procedimento tramita com prioridade e parte das informações permanece sob sigilo para preservar as investigações.




