Um detento morreu em presídio de Itaitinga após sofrer um choque elétrico durante uma atividade de trabalho de ressocialização realizada na Unidade Prisional Professor Clodoaldo Pinto (UP-Itaitinga 2), na Região Metropolitana de Fortaleza. O caso aconteceu no último domingo (19) e teve como vítima Francisco Rogério Torres Barbosa Júnior, de 48 anos, que estava custodiado na unidade desde junho de 2025. O sepultamento ocorreu nesta terça-feira (21), no Cemitério Memorial da Paz, em Caucaia.
De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado do Ceará (SAP), o interno sofreu uma descarga elétrica ao manusear um equipamento eletrônico utilizado durante a atividade desenvolvida dentro da unidade.
Até o momento, o órgão não divulgou detalhes sobre o equipamento envolvido, as circunstâncias do acidente, nem informou se havia acompanhamento técnico ou quais medidas foram adotadas imediatamente após o ocorrido.
Como ocorreu a morte do detento em presídio de Itaitinga
As atividades de trabalho de ressocialização fazem parte das ações promovidas nas unidades prisionais para oferecer qualificação profissional e ocupação aos internos durante o cumprimento da pena.
Foi durante uma dessas atividades que Francisco Rogério Torres Barbosa Júnior sofreu a descarga elétrica que resultou em sua morte.
A SAP confirmou apenas que o acidente ocorreu durante o manuseio de um equipamento eletrônico utilizado no trabalho desenvolvido pelos internos.
O órgão também não informou se foi instaurada investigação administrativa para apurar o caso nem se haverá revisão dos protocolos de segurança adotados nas atividades de ressocialização realizadas dentro da unidade prisional.
Família relata dificuldades para identificar o corpo
Após serem informados sobre a morte, familiares da vítima seguiram até a sede da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), onde o corpo havia sido encaminhado.
Segundo relatos da família, houve dificuldades para reconhecer Francisco Rogério porque o corpo estava sem identificação quando chegou ao local. A situação prolongou o sofrimento dos parentes durante o processo de liberação para o sepultamento.
Francisco Rogério Torres Barbosa Júnior tinha 48 anos, estava preso desde junho de 2025 e deixa cinco filhos.
O que informou a Secretaria da Administração Penitenciária
Em nota oficial, a Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização confirmou que o interno morreu após sofrer uma descarga elétrica durante uma atividade de trabalho realizada na Unidade Prisional Professor Clodoaldo Pinto (UP-Itaitinga 2).
Segundo o órgão, o choque ocorreu enquanto o detento manuseava um equipamento eletrônico. A secretaria, porém, não informou qual era o equipamento nem detalhou as circunstâncias do acidente.
Até a publicação desta reportagem, também não haviam sido anunciadas medidas adicionais ou a abertura de procedimentos para apurar o caso.
Mortes em presídios do Ceará em 2026
A morte registrada em Itaitinga soma-se a outros episódios ocorridos no sistema prisional cearense ao longo deste ano.
Em 31 de março, um detento morreu após ser agredido por outro interno durante uma briga na Unidade Prisional Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte. O caso motivou investigação para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.
Outro episódio aconteceu em fevereiro de 2026, quando dois detentos foram encontrados mortos, em um intervalo inferior a uma semana, na Unidade Prisional Desembargador Francisco Adalberto de Oliveira Barros Leal (UP-Caucaia), em Caucaia.
Na ocasião, a Secretaria da Administração Penitenciária informou que os dois internos não apresentavam sinais aparentes de violência, embora as causas das mortes tenham sido encaminhadas para investigação pelos órgãos competentes.
Os episódios reforçam a importância da apuração rigorosa de todas as mortes registradas no sistema penitenciário, independentemente de decorrerem de conflitos entre internos, causas naturais ou acidentes durante atividades desenvolvidas nas unidades prisionais. Também evidenciam a necessidade de protocolos de segurança em programas de trabalho e ressocialização, fundamentais para as políticas de reintegração social da população carcerária.




