O Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, registrou 2.825 atendimentos relacionados à ingestão ou aspiração de corpo estranho entre janeiro e junho de 2026, um aumento de aproximadamente 12,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 2.511 casos. O problema já representa a terceira principal causa de atendimento na unidade e corresponde a cerca de 12% da demanda mensal do hospital.
Referência em urgência e emergência de alta complexidade no Ceará, o IJF mantém uma equipe de mais de 20 médicos endoscopistas em plantão permanente para atender casos envolvendo ingestão de objetos, alimentos ou substâncias que podem provocar lesões no aparelho digestivo.
IJF registra aumento nos casos de ingestão de corpo estranho
Grande parte dos atendimentos é realizada pelo serviço de endoscopia digestiva e respiratória, responsável pela remoção de objetos presos principalmente no esôfago, estômago e duodeno.
Entre os casos mais frequentes estão acidentes com espinhas de peixe, ossos de galinha, moedas, baterias, pilhas e peças pequenas, além de pacientes que ingerem produtos cáusticos, como materiais de limpeza, ou apresentam traumas no aparelho digestivo.
O hospital dispõe de duas torres de endoscopia — uma fixa e outra móvel — que permitem a realização de exames e procedimentos tanto em pacientes internados quanto em situações de urgência.
Crianças pequenas concentram a maior parte dos atendimentos
Segundo o levantamento do IJF, o perfil mais comum dos pacientes atendidos em 2026 é de crianças do sexo masculino entre 1 e 4 anos, faixa etária em que o hábito de colocar objetos na boca aumenta o risco de acidentes.
Entre as mulheres, os atendimentos ocorrem principalmente a partir dos 60 anos, grupo que pode apresentar alterações na deglutição, uso de próteses dentárias ou outras condições associadas ao envelhecimento. Moradores de Fortaleza concentram a maior parte das ocorrências registradas pelo hospital.
Quando procurar atendimento de urgência
O IJF orienta que, diante da suspeita de ingestão ou aspiração de qualquer objeto, a pessoa procure imediatamente um serviço de urgência.
A recomendação é não provocar vômitos nem oferecer alimentos ou líquidos antes da avaliação médica, especialmente quando há suspeita de ingestão de baterias, pilhas, moedas ou objetos pontiagudos, que podem causar perfurações, queimaduras químicas e outras complicações graves.
Os especialistas também reforçam a importância da prevenção, mantendo moedas, baterias, tampinhas, alfinetes, peças pequenas de brinquedos e outros objetos fora do alcance das crianças, além de redobrar os cuidados ao oferecer alimentos a crianças pequenas e idosos.




