Aos 13 anos, o bailarino cearense Lucas Nascimento viverá mais um capítulo importante de sua trajetória artística. Entre os dias 26 de julho e 2 de agosto, o jovem representará o Ceará na 43ª edição do Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina, considerado o maior evento do gênero no Brasil. A participação foi viabilizada com o apoio do Instituto Aço Cearense, que custeou as passagens aéreas e a hospedagem do estudante, integrante da Academia de Dança Rossana Pucci.
O convite para disputar uma das principais vitrines da dança nacional é resultado de anos de dedicação aos estudos e apresentações. Lucas integra desde 2022 o programa Dança e Vida, iniciativa apoiada pelo Instituto Aço Cearense que amplia o acesso de crianças e adolescentes à formação artística e incentiva o desenvolvimento pessoal por meio da dança.
Projeto social abriu portas para a carreira
A história de Lucas com a dança começou ainda na infância, quando participou de atividades promovidas pela Fênix Educarte. O talento demonstrado nas primeiras aulas rapidamente chamou atenção e deu início a uma rotina intensa de treinamentos.
Atualmente, o jovem frequenta aulas de jazz, hip hop e sapateado ao longo da semana, conciliando a rotina escolar com a preparação para competições. O esforço já rendeu resultados expressivos em festivais nacionais, consolidando seu nome entre as promessas da dança cearense.
Conquistas antes mesmo dos 14 anos
Mesmo com pouca idade, Lucas já conquistou primeiros lugares em importantes competições, como os festivais promovidos pelo Conselho Brasileiro de Dança (CBDD) e pelo Spotlight.
Além disso, o bailarino acumula experiências em eventos nacionais, incluindo apresentações no próprio Festival de Dança de Joinville e em competições realizadas em Indaiatuba, no interior de São Paulo.
Agora, o objetivo é aproveitar a nova participação para ampliar ainda mais sua experiência artística.
"É uma oportunidade muito gratificante. Nunca imaginei que a dança me levaria a viajar para o maior festival do Brasil. Espero que seja ainda melhor do que no ano passado e que a gente consiga um grande resultado. Representar minha academia, meus colegas e os projetos sociais que acreditaram em mim é motivo de muito orgulho", afirmou Lucas.
Dança transformou rotina e planos para o futuro
Mais do que colecionar medalhas, Lucas afirma que a dança mudou sua forma de enxergar a vida. A prática artística contribuiu para fortalecer a disciplina, a responsabilidade e a confiança para enfrentar novos desafios.
Inspirado pelos professores que acompanharam sua formação, ele já tem um objetivo definido para o futuro: tornar-se professor de dança e ajudar outros jovens a descobrir o mesmo caminho que transformou sua história.
Para a mãe do bailarino, Luzirene Nascimento, o apoio recebido por meio do programa foi decisivo para que o filho alcançasse oportunidades antes consideradas distantes.
Segundo ela, Lucas tornou-se mais responsável e maduro desde que ingressou no projeto. A participação em competições nacionais, incluindo a terceira viagem proporcionada pelo programa, representa uma conquista que a família jamais imaginou viver.
Investimento em cultura amplia oportunidades
A presidente do Instituto Aço Cearense, Rosemeire Matos, destaca que iniciativas voltadas para a formação artística têm impacto que vai além dos palcos.
Segundo ela, investir em programas como o Dança e Vida significa incentivar talentos, ampliar oportunidades e contribuir para que crianças e adolescentes desenvolvam habilidades capazes de transformar suas trajetórias.
A participação de Lucas na edição deste ano do Festival de Dança de Joinville simboliza não apenas uma conquista individual, mas também o resultado de políticas de incentivo à cultura e à inclusão social que ajudam jovens talentos a alcançar novos espaços e inspirar outras crianças a acreditarem em seus sonhos.




