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EDUCAÇÃO

Estudante de Fortaleza canta “Voando Pro Pará”, de Joelma, durante olimpíada de matemática em Nova York

Yasmim Teófilo, de 12 anos, participou de show de talentos durante competição internacional e uniu música, cultura brasileira e ciência em apresentação nos Estados Unidos

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Estudante de Fortaleza canta “Voando Pro Pará”, de Joelma, durante olimpíada de matemática em Nova York
Estudante de Fortaleza canta Voando Pro Pará durante competição internacional de matemática. Foto: Arquivo Pessoal

A matemática levou Yasmim Teófilo do Nascimento, de 12 anos, até Nova York, mas foi a música que fez a estudante de Fortaleza chamar atenção durante a competição internacional. A jovem participou de um show de talentos da Copernicus Global Round de Matemática e subiu ao palco para apresentar “Voando Pro Pará”, um dos sucessos da cantora Joelma.

Leia também: Festival Cearense de Música Eletrônica reúne multidão na Praia de Iracema, em Fortaleza

Com uma camisa da Seleção Brasileira, Yasmim representou o país em uma apresentação que misturou canto, dança e elementos da cultura brasileira. A estudante cantou a música, realizou a coreografia e reproduziu movimentos característicos da artista paraense, incluindo os tradicionais giros de cabelo.

O momento foi acompanhado por participantes de diferentes países e recebeu aplausos da plateia, que também registrou a apresentação em fotos.

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A música escolhida não foi uma decisão aleatória. Yasmim é fã de Joelma e mantém uma relação antiga com o canto. Segundo a mãe, Katherine Teófilo, a filha canta desde bebê e sempre demonstrou paixão pela música.

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A estudante começou aulas de canto em casa neste ano, por volta de abril, para preparar uma apresentação especial para a festa de 15 anos da irmã Beatriz. Entre as músicas trabalhadas, “Voando Pro Pará” se tornou a preferida da jovem.

“Ela canta desde pequena e sempre foi apaixonada por música. Essa música é a preferida dela e ela se sente realizada cantando”, explica Katherine Teófilo.

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De acordo com a mãe, Yasmim costuma apresentar a canção todos os anos, e o número acabou se tornando um momento marcante para familiares e pessoas próximas. A jovem também passou a representar a própria olimpíada como garota-propaganda do evento.

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Além do talento artístico, Yasmim está em Nova York por outro motivo: representar o Brasil em uma competição internacional de matemática.

Estudante de Fortaleza participa de olimpíada de matemática em Nova York

Yasmim e a irmã Beatriz Teófilo participam da Copernicus Mathematics Olympiad (CMO) 2026, competição que reúne estudantes de diferentes países e avalia habilidades como raciocínio lógico, resolução de problemas e pensamento matemático.

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O evento acontece na Universidade de Columbia, em Nova York, entre os dias 26 e 31 de julho. A prova da competição foi realizada nesta quarta-feira (29).

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A participação das irmãs faz parte de uma trajetória construída ao longo dos últimos anos dentro do universo das olimpíadas científicas.

A história começou em 2022, quando Beatriz e Yasmim tiveram o primeiro contato com competições acadêmicas durante a Jornada Cearense de Foguetes. A experiência despertou o interesse das duas pela ciência e mudou a rotina da família.

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Desde então, estudos, treinamentos e viagens passaram a fazer parte do cotidiano das estudantes. As primeiras experiências vieram pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e pela OBAFOG, abrindo caminho para novos desafios nacionais e internacionais.

A trajetória também fez com que as irmãs deixassem o papel de apenas participantes de competições e passassem a incentivar outros estudantes.

Irmãs cearenses acumulam conquistas em olimpíadas científicas no Brasil e no exterior

A partir do interesse pela ciência, Beatriz e Yasmim criaram a Wigpedia, projeto voltado para compartilhar conhecimento e aproximar crianças e adolescentes de temas como astronomia, matemática e ciência.

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O que começou nas redes sociais cresceu e passou a funcionar como uma iniciativa de incentivo à educação científica.

Além das competições, as irmãs também passaram a atuar na organização de atividades para outros estudantes. Elas são organizadoras da Olimpíada Cearense de Foguetes (OCF), realizada em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio da Seara da Ciência.

As jovens também foram convidadas pela Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) para realizar palestras durante a Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG), compartilhando experiências com outros participantes.

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Mais recentemente, receberam da UFC um convite para serem parceiras de três olimpíadas infantis, ampliando a participação delas em projetos voltados ao incentivo científico.

Em janeiro de 2026, Beatriz e Yasmim viveram outro momento importante: a primeira participação em uma olimpíada internacional. Elas representaram o Brasil na Copernicus International Olympiad, realizada em Houston, nos Estados Unidos.

Na competição, as irmãs participaram das áreas de Física e Astronomia. Yasmim conquistou medalha de prata, enquanto Beatriz recebeu Menção Honrosa.

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Agora, poucos meses depois, elas retornam aos Estados Unidos para disputar uma nova etapa internacional, desta vez na área da matemática.

Projeto criado por irmãs leva ciência para outras crianças

Para Katherine Teófilo, acompanhar a trajetória das filhas representa uma realização pessoal e também uma oportunidade de mostrar a outros jovens o impacto da educação.

A mãe destaca que Beatriz e Yasmim são meninas dedicadas aos estudos, mas também preocupadas em compartilhar conhecimento e incentivar outras crianças.

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“Eu sou uma mãe realizada. As meninas são doces, estudiosas e muito empáticas”, afirma Katherine.

Ela também ressalta que o caminho construído pelas filhas mostra como a educação pode abrir novas possibilidades.

“Me sinto muito feliz em ver as duas seguindo o caminho da educação. A educação muda vidas, abre portas, reescreve e escreve histórias lindas”, declara a mãe.

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Segundo Katherine, o desejo é que a trajetória das meninas inspire outras estudantes a buscarem oportunidades na ciência e no aprendizado.

“Desejo que elas possam incentivar mais meninas, mais jovens, a buscar o caminho da educação”, afirma.

Entre uma competição internacional de matemática e uma apresentação musical em Nova York, Yasmim mostrou que diferentes talentos podem caminhar juntos. A estudante cearense levou para o palco uma parte da cultura brasileira e, ao mesmo tempo, representou uma geração de jovens que encontram na ciência uma forma de transformar a própria história.

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