Um iceberg virou próximo à costa da Groenlândia e o momento foi registrado em vídeo por uma moradora da região. As imagens, compartilhadas nas redes sociais, mostram o enorme bloco de gelo se movimentando enquanto estava próximo de um povoado, provocando ondas que chamaram a atenção de quem acompanhava a cena.
O registro foi feito por Mona Hansen e publicado em seu perfil no TikTok (@monahansen1). Segundo relatos, o fenômeno ocorreu nas proximidades do Fiorde de Gelo de Ilulissat, localizado na costa oeste da Groenlândia e reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.
Apesar da força do movimento e das ondas geradas quando o iceberg virou, não há informações sobre feridos ou danos provocados pelo episódio.
Fenômeno é comum na região
Embora as imagens impressionem pelo tamanho do bloco de gelo e pela força do deslocamento, esse tipo de ocorrência faz parte da dinâmica natural dos icebergs na Groenlândia.
Na região de Ilulissat, grandes blocos de gelo se desprendem constantemente das geleiras e seguem o fluxo das correntes marítimas. À medida que avançam para áreas com águas mais quentes, começam a derreter, processo que pode alterar seu equilíbrio e provocar o tombamento ou a fragmentação em blocos menores.
Alguns desses icebergs podem atingir dimensões gigantescas antes de iniciarem o processo de derretimento.
Fiorde de Gelo de Ilulissat é Patrimônio Mundial
O local onde o vídeo foi gravado está próximo ao Fiorde de Gelo de Ilulissat, uma das áreas glaciares mais importantes do planeta. O fiorde é a foz da geleira Sermeq Kujalleq, uma das poucas por onde a calota polar da Groenlândia alcança diretamente o mar.
Segundo informações da Unesco, a geleira está entre as mais rápidas e ativas do mundo. Todos os anos, ela desprende mais de 35 quilômetros cúbicos de gelo, volume equivalente a cerca de 10% de toda a produção de gelo da Groenlândia e superior ao de qualquer outra geleira localizada fora da Antártica.
Essas características fizeram com que o Fiorde de Gelo de Ilulissat fosse reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco em 2004, devido à sua relevância para o estudo das mudanças climáticas e da dinâmica das geleiras.




