Lionel Messi foi citado como alvo de ameaças durante a Copa do Mundo de 2026, segundo informações reunidas em documentos policiais relacionados à segurança do torneio. Os episódios ocorreram antes de partidas da Argentina contra Jordânia e Egito e envolveram relatos de possíveis ataques dentro dos estádios. As informações foram reveladas após a competição a partir de um relatório atribuído ao Centro de Cooperação Policial Internacional (IPCC), estrutura que reuniu forças de segurança envolvidas no monitoramento do Mundial.
Os documentos relatam diferentes situações consideradas ameaças à segurança durante a competição. Entre elas estão dois episódios nos quais Messi aparece como alvo específico. As autoridades investigaram os casos e realizaram operações preventivas, sem que houvesse um atentado contra o jogador.
A revelação ocorre semanas depois dos acontecimentos e mostra parte dos desafios enfrentados pelas equipes responsáveis pela segurança de atletas, árbitros e torcedores durante o Mundial.
O que aconteceu com Messi durante a Copa do Mundo
Um dos episódios ocorreu antes da partida entre Argentina e Jordânia, disputada durante a fase de grupos da Copa do Mundo.
De acordo com o relatório citado por veículos internacionais, um homem teria informado, ao chegar ao aeroporto de Dallas, que seguiria com outras pessoas para o estádio onde a partida seria realizada. Na ocasião, segundo o documento, ele teria feito ameaças envolvendo armas e explosivos e mencionado jogadores e policiais. Messi teria sido citado especificamente na ameaça.
A informação levou as autoridades responsáveis pela segurança do Mundial a investigar a situação e a aumentar a atenção sobre o confronto. O caso, no entanto, não resultou em um ataque contra o jogador ou contra o público.
A situação faz parte de um conjunto mais amplo de ocorrências de segurança registradas durante a competição.
Ameaça ocorreu antes de Argentina x Jordânia
A partida entre Argentina e Jordânia ocorreu durante a fase de grupos do Mundial. Segundo registros posteriormente divulgados, a ameaça teria sido comunicada às autoridades antes do confronto.
O relatório descreve a declaração feita por um homem que teria indicado a intenção de seguir para o estádio. A informação sobre a presença de armas e explosivos acionou os procedimentos de segurança.
O episódio é tratado nos documentos como uma das situações que exigiram atenção das forças responsáveis pela proteção do torneio. A presença de Messi entre os possíveis alvos aumentou a preocupação devido à projeção internacional do jogador e à grande movimentação de torcedores em partidas da seleção argentina. Não houve atentado contra Messi durante o jogo.
Messi também foi citado em ameaça antes de Argentina x Egito
Outro episódio ocorreu antes do confronto entre Argentina e Egito, pelas oitavas de final, em Atlanta.
Segundo o relatório, uma ameaça foi publicada na rede social X antes da partida. O usuário teria afirmado que entraria no estádio com explosivos presos ao corpo e que usaria o ataque para atingir Messi. A publicação foi investigada pelas autoridades de segurança.
Ainda antes da partida, outro homem teria telefonado para a polícia afirmando que havia deixado explosivos em lixeiras próximas às arquibancadas. A denúncia provocou uma operação de varredura no estádio.
Equipes especializadas e cães treinados para localizar explosivos foram utilizados durante a operação. Nenhum artefato foi encontrado. O episódio, portanto, não resultou em um ataque contra Messi ou contra os torcedores.
A sequência de ocorrências mostra como ameaças, mesmo quando não confirmadas, precisam ser tratadas pelas autoridades como potenciais riscos em eventos de grande porte.
Outros jogadores e árbitros também foram alvo
Messi não foi o único nome de destaque citado nos registros de segurança relacionados ao Mundial. O português Cristiano Ronaldo também teria enfrentado episódios considerados preocupantes, embora não tenha sido apontado como alvo direto de uma ameaça terrorista. Segundo os relatos, houve situações de assédio e tentativas de aproximação em locais onde o jogador estava hospedado.
Em um dos episódios, um homem teria procurado informações sobre a hospedagem do atleta. As autoridades chegaram a prender um suspeito em uma das ocorrências relacionadas à segurança do jogador. Os árbitros também apareceram entre os profissionais afetados pela pressão durante a competição.
O francês François Letexier, que comandou a partida entre Argentina e Egito, teria recebido mais de 6 mil mensagens ameaçadoras pelo WhatsApp após o confronto. O episódio levou a medidas adicionais de segurança para o árbitro e para o assistente de vídeo Willy Delajod.
Como as autoridades reagiram às ameaças?
Os episódios relatados no documento mostram que a segurança do Mundial envolveu não apenas a proteção dos estádios, mas também o acompanhamento de possíveis ameaças direcionadas a jogadores, árbitros e integrantes das delegações.
No caso das ameaças relacionadas a Messi, as autoridades realizaram investigações e operações preventivas. Em Atlanta, por exemplo, a denúncia sobre possíveis explosivos provocou uma varredura no estádio antes do confronto.
A atuação preventiva é especialmente relevante em uma competição que reuniu grandes públicos e algumas das principais estrelas do futebol mundial. A presença de jogadores como Messi e Cristiano Ronaldo também aumenta a exposição dos atletas fora dos gramados, incluindo hotéis, aeroportos e deslocamentos.
Apesar dos episódios registrados, não houve atentado contra Messi durante a Copa do Mundo de 2026. As ameaças mencionadas no relatório foram objeto de investigação e, nos casos descritos, não resultaram em ataques.
A divulgação dos documentos permite agora conhecer parte das ocorrências enfrentadas pelas forças de segurança durante o Mundial. Os registros incluem ameaças contra jogadores, árbitros e outros integrantes da competição e mostram que a proteção dos envolvidos precisou considerar tanto riscos dentro dos estádios quanto situações de perseguição e intimidação fora deles.




