A sede da Câmara Municipal de Boa Viagem, no interior do Ceará, foi pichada com inscrições atribuídas a um grupo criminoso. O ato foi registrado na madrugada desta segunda-feira (10) e passou a ser investigado pela Polícia Civil. A Câmara divulgou uma nota repudiando a ação e afirmou que não compactua com ameaças, vandalismo ou uso de espaços públicos para atividades ilícitas.
A cidade de Boa Viagem fica a cerca de 200 quilômetros de Fortaleza. As pichações foram feitas na fachada do prédio do Legislativo municipal, que publicou o posicionamento sobre o caso nas redes sociais na própria segunda-feira.
A Câmara não informou oficialmente qual organização criminosa seria representada pelas inscrições. Imagens que circulam nas redes sociais, porém, apontam referências ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Câmara de Boa Viagem repudia pichações na fachada
Na nota assinada pela presidente da Câmara, vereadora Vera Lúcia (PSB), o Legislativo classificou a ação como uma afronta ao patrimônio público e à tranquilidade da população.
A Casa também afirmou que a pichação pode configurar crime e destacou que a investigação e eventual responsabilização dos envolvidos não estão entre as atribuições do Poder Legislativo.
Segundo o documento, a Câmara não compactua com ameaças, atos de vandalismo ou utilização de espaços públicos para finalidades ilícitas, especialmente quando relacionados à atuação de organizações criminosas.
O Legislativo também fez questão de separar o posicionamento sobre o episódio de qualquer disputa político-partidária. A nota afirma que a manifestação tem caráter exclusivamente institucional.
A Câmara informou ainda que a identificação dos responsáveis e a apuração das circunstâncias do caso devem ser conduzidas pelos órgãos responsáveis pela investigação criminal.
Polícia Civil investiga pichação na Câmara de Boa Viagem
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da pichação registrada na sede do Legislativo. A apuração deverá buscar identificar quem realizou as inscrições e esclarecer as condições em que o prédio foi vandalizado.
A Câmara informou que uma eventual responsabilização depende da atuação das autoridades competentes. Entre os órgãos citados pelo Legislativo estão a própria Polícia Civil e o Ministério Público.
A investigação também deverá verificar o conteúdo das inscrições deixadas na fachada e se elas efetivamente fazem referência a alguma organização criminosa. Até o momento, a Câmara não confirmou oficialmente que os símbolos pertençam ao PCC.
A identificação de uma facção a partir de inscrições ou símbolos presentes em pichações precisa ser confirmada pelas autoridades responsáveis pela investigação. Por isso, a referência ao PCC aparece, neste momento, associada às imagens que circulam nas redes sociais, e não como uma confirmação oficial da Câmara.
Imagens indicam referência ao PCC nas inscrições
As imagens divulgadas nas redes sociais mostram inscrições feitas na fachada do prédio da Câmara Municipal. O conteúdo visual foi associado ao Primeiro Comando da Capital, organização criminosa conhecida pela sigla PCC.
A Câmara, no entanto, adotou uma descrição mais genérica em sua manifestação oficial e mencionou apenas pichações relacionadas a um “determinado grupo criminoso”, sem identificar a organização.
A diferença entre a informação oficial e o conteúdo que circula nas redes sociais exige cautela na divulgação do caso. A investigação policial é responsável por verificar a origem das inscrições, o significado dos símbolos e a eventual relação com uma organização criminosa.
Também será necessário esclarecer se o ato teve apenas caráter de vandalismo ou se existia alguma outra intenção relacionada à mensagem deixada no prédio público. Essas circunstâncias fazem parte da apuração.
A Câmara afirmou confiar no trabalho das autoridades e disse esperar que, caso sejam comprovadas autoria e materialidade de eventuais crimes, os responsáveis sejam identificados e submetidos às medidas previstas em lei.
O episódio provocou manifestação institucional do Legislativo de Boa Viagem justamente por ter atingido diretamente um prédio público. A sede da Câmara é utilizada para as atividades do Poder Legislativo municipal, e a fachada foi o local escolhido para as inscrições.
A nota publicada pela Casa reforça que a investigação não cabe aos vereadores ou à presidência da Câmara. A atuação do Legislativo, segundo o posicionamento divulgado, está relacionada ao registro do ocorrido, à preservação das informações disponíveis e ao encaminhamento da questão às autoridades responsáveis.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre suspeitos identificados ou presos por causa da pichação. Também não há, nas informações divulgadas pela Câmara, confirmação sobre danos além das inscrições deixadas na fachada.
A Polícia Civil segue responsável pela apuração das circunstâncias do caso.




