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INVESTIGAÇÃO

Caso Raphael Sampaio: companheiro de PM presa pode ser liberado em audiência nesta quarta (12); entenda

Companheiro da PM Júlia Nathalia foi preso por falsificação de documento público e posse irregular de munições, e não pelo homicídio de Raphael Sampaio.

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Triângulo amoroso: quem é cada envolvido no caso da morte do PM Raphael Sampaio no Ceará
Raphael Sampaio da Silva, Júlia Nathalia Girão Gomes e Antoneudo Ribeiro ocupam posições diferentes na investigação. O caso ainda deve ser elucidado pela Polícia Civil. Foto: Reprodução

Antoneudo Ribeiro, companheiro da policial militar Júlia Nathalia Girão Gomes, poderá ser liberado nesta quarta-feira (12), durante audiência de custódia. Ele foi preso em flagrante por crimes relacionados à falsificação de documento público e à posse irregular de munições, e não por suspeita de participação na morte do também policial militar Raphael Sampaio da Silva.

A informação foi obtida pela equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza junto a fontes ligadas às forças de segurança. A prisão ocorreu depois que policiais encontraram com Antoneudo munições e diversas cédulas de identidade em branco. Por causa do material apreendido, ele foi autuado com base no artigo 297 do Código Penal, referente à falsificação de documento público, e no artigo 12 do Estatuto do Desarmamento, relacionado à posse irregular de arma de fogo, incluindo munições nas circunstâncias previstas pela legislação.

Leia também: Mãe de Isabelle Caracristi lamenta decisão da Justiça do Ceará que concedeu liberdade a João Munhoz

A prisão foi mantida pela Justiça até a realização da audiência de custódia. Nesse procedimento, será analisada a legalidade do flagrante e a necessidade de manutenção da prisão ou eventual liberação.

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Antoneudo Ribeiro poderá ser liberado na audiência de custódia

A possibilidade de Antoneudo deixar a prisão está relacionada ao fato de que a detenção ocorreu por crimes identificados a partir do material apreendido com ele. Até o momento, não há informação de que ele tenha sido preso em flagrante por participação no assassinato de Raphael Sampaio.

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A audiência de custódia não representa uma decisão sobre eventual envolvimento dele na morte do soldado. O procedimento judicial trata, neste momento, da prisão realizada em flagrante e das condições para sua manutenção ou substituição por outra medida.

A eventual participação de Antoneudo no homicídio continua sendo uma questão distinta, que depende da apuração conduzida pela Polícia Civil e da análise dos elementos reunidos no inquérito.

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Por que Antoneudo foi preso?

Segundo as informações obtidas pela reportagem, os policiais encontraram com Antoneudo munições e diversas cédulas de identidade em branco. A apreensão levou à prisão em flagrante e à autuação pelos crimes de falsificação de documento público e posse irregular de arma de fogo.

A situação passou a ser analisada pela Justiça, que manteve a prisão até a audiência de custódia marcada para esta quarta-feira (12).

A detenção, portanto, não foi formalizada como consequência de uma acusação de homicídio relacionada à morte de Raphael. A investigação sobre eventual ligação entre Antoneudo e o assassinato segue separada dos crimes que motivaram o flagrante.

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Antoneudo é companheiro de Júlia Nathalia

Antoneudo é companheiro da policial militar Júlia Nathalia Girão Gomes, de 27 anos. Ela foi presa em flagrante e autuada por homicídio durante as diligências realizadas após Raphael ser encontrado morto.

A Polícia Civil investiga se havia um possível relacionamento entre Júlia e Raphael e se essa relação teria alguma ligação com o assassinato. Uma das hipóteses levantadas é que Antoneudo teria descoberto o suposto envolvimento entre os dois policiais.

Essa possibilidade ainda não foi confirmada pelas autoridades e depende da análise de depoimentos, imagens, registros e outros elementos obtidos durante a investigação.

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Na entrevista concedida à reportagem, o advogado Walmir Medeiros, responsável pela defesa do casal, negou que Antoneudo faça parte de uma facção criminosa. Segundo o defensor, ele já havia sido acusado de integrar organização criminosa em um procedimento relacionado a crimes cibernéticos, mas não houve condenação.

O que aconteceu com Raphael Sampaio?

Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, foi encontrado morto dentro de um veículo incendiado na região do Ancuri, na divisa entre Fortaleza e Itaitinga, na manhã desta terça-feira (11).

Uma testemunha percebeu o automóvel em chamas e acionou as forças de segurança. O Corpo de Bombeiros foi enviado ao local para controlar o incêndio e, depois que as chamas foram apagadas, o corpo do policial foi localizado no interior do veículo.

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A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) identificou lesões provocadas por disparos de arma de fogo. Conforme informado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), os ferimentos foram causados quando Raphael ainda estava vivo. A carbonização ocorreu posteriormente.

A perícia também não identificou amputação traumática.

Raphael havia ingressado na Polícia Militar do Ceará em junho de 2022 e estava lotado na 2ª Companhia do 16º Batalhão de Polícia Militar. A identificação do soldado foi divulgada pela Associação das Praças Militares do Ceará (Aspra-CE), que publicou uma nota de pesar.

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Júlia Nathalia foi presa por suspeita de homicídio

Júlia Nathalia também é policial militar e ingressou na corporação em novembro de 2024. Antes de ser presa, ela foi localizada com as mãos amarradas em uma área de mata às margens da BR-116, em Aquiraz.

A situação inicialmente foi tratada como uma possível ocorrência envolvendo a própria policial. Com o avanço das diligências sobre a morte de Raphael, porém, Júlia passou à condição de investigada e foi presa em flagrante na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Fortaleza.

A investigação também analisa imagens de uma câmera de segurança instalada em uma oficina pertencente ao companheiro de Júlia. O equipamento registrou a presença da policial no estabelecimento às 8h52 desta terça-feira (11).

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Segundo as informações apresentadas na investigação, o registro não seria compatível com a versão atribuída à policial. Conforme o relato apresentado por ela, estaria amarrada nas proximidades do local onde o corpo de Raphael foi encontrado naquele período.

Defesa questiona circunstâncias do caso

O advogado Walmir Medeiros afirmou que Júlia apresenta dificuldade para relatar a sequência dos acontecimentos. Segundo o defensor, ela se lembra de ter saído do batalhão com Raphael e afirma ter presenciado o momento em que o soldado foi baleado.

Medeiros disse que a policial não informou quantos disparos foram efetuados e também não soube explicar como o veículo teria sido interceptado. De acordo com o advogado, ela relatou apenas que estava em um local escuro quando ocorreu a abordagem.

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Sobre o momento em que foi encontrada amarrada, a defesa afirma que Júlia teria conseguido soltar os pés e fugir, mas permaneceu com as mãos presas. O advogado também questionou as circunstâncias em que a policial foi localizada e afirmou que há pontos da narrativa que ainda precisam ser esclarecidos.

Polícia ainda investiga dinâmica e motivação

A Delegacia de Homicídios Contra Agentes de Segurança Pública (DHASP) conduz a investigação sobre a morte de Raphael. Os investigadores procuram reconstruir o percurso feito pelo soldado antes de ser encontrado, identificar onde ocorreram os disparos e estabelecer como o corpo foi levado até o veículo incendiado.

Também são analisadas as circunstâncias envolvendo Júlia, incluindo a presença dela na oficina, o período em que afirma ter permanecido amarrada e a posterior prisão por homicídio.

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A Polícia Civil ainda precisa esclarecer a motivação do crime e a participação individual de cada pessoa eventualmente relacionada ao caso. A eventual ligação de Antoneudo com o homicídio também depende dos elementos que forem obtidos durante o inquérito.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) criou uma força-tarefa para acompanhar a apuração. A determinação foi feita pelo procurador-geral de Justiça, Herbet Santos. O grupo reúne os promotores André Clark Nunes Cavalcante, Renato Magalhães de Melo, Luís Bezerra Lima Neto, Geraldo Nunes Laprovitera Teixeira e Oscar Stefano Fioravanti Junior, que atuarão em conjunto com Gustavo Santos Gomes de Souza, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Itaitinga, em eventuais procedimentos investigatórios e judiciais.

A investigação permanece sob responsabilidade da DHASP. A audiência de custódia de Antoneudo deverá definir a situação da prisão relacionada aos crimes de falsificação de documento público e posse irregular de munições, enquanto a apuração sobre a morte de Raphael continua em andamento.

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Denúncias para a polícia

A população pode contribuir com investigações das forças de segurança do estado do Ceará repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via "e-denúncias", o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.

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