O aplicativo do SUS agora permite que a população faça uma autoavaliação do próprio consumo de álcool e receba informações sobre possíveis riscos à saúde. A ferramenta Modera Brasil está disponível no Meu SUS Digital e foi criada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade de São Paulo (USP).
A plataforma utiliza perguntas do questionário Alcohol Use Disorders Identification Test (Audit) para identificar padrões de consumo e classificar o usuário em diferentes zonas de risco. Ao final da avaliação, são apresentadas orientações de acordo com o resultado obtido.
A ferramenta foi desenvolvida com foco na identificação precoce de comportamentos relacionados ao consumo de álcool que possam causar danos à saúde. Quando necessário, o usuário também pode ser orientado a procurar atendimento na rede pública.
Aplicativo do SUS calcula consumo de álcool e indica nível de risco
O Modera Brasil funciona como uma ferramenta de autoavaliação. O usuário responde a um questionário e, a partir das respostas, recebe uma pontuação.
A quantidade de perguntas pode variar entre três e 10, de acordo com a utilização da ferramenta. O questionário utilizado é baseado no Audit, instrumento destinado à identificação de padrões de consumo de álcool que podem representar risco.
Depois das respostas, o sistema classifica o usuário em uma das zonas previstas na ferramenta: baixo risco, risco moderado ou uso problemático.
A classificação não significa, por si só, um diagnóstico médico. A proposta é oferecer uma primeira avaliação e informações para que o usuário compreenda melhor o próprio padrão de consumo.
A partir do resultado, o Modera Brasil direciona o participante para uma jornada específica dentro da plataforma, com conteúdos e recomendações relacionados à classificação obtida.
Como usar o Modera Brasil no Meu SUS Digital
O acesso à ferramenta é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital. O usuário que quiser realizar a avaliação deve procurar pelo Modera Brasil dentro da plataforma.
O processo é feito digitalmente e começa com o questionário sobre o consumo de álcool.
Passo a passo
- Abra o aplicativo Meu SUS Digital.
- Procure pela ferramenta Modera Brasil.
- Inicie a autoavaliação.
- Responda às perguntas apresentadas pelo sistema.
- Confira a pontuação gerada ao final.
- Veja a classificação de risco indicada pela ferramenta.
- Acesse as orientações e recomendações apresentadas de acordo com o resultado.
O questionário pode apresentar entre três e 10 perguntas. A avaliação busca identificar características do consumo de álcool e, a partir das respostas, direcionar o usuário para conteúdos educativos.
Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa pretende ampliar o acesso da população a informações confiáveis e estimular a percepção sobre comportamentos que podem representar riscos.
O que acontece depois da avaliação de consumo de álcool?
Depois que o usuário conclui o questionário, o Modera Brasil gera uma pontuação. O resultado coloca o participante em uma das três zonas de risco estabelecidas pela ferramenta.
A primeira é a de baixo risco. Também há a classificação de risco moderado e a de uso problemático.
Cada resultado direciona o usuário para uma jornada específica na plataforma. A ideia é oferecer orientações educativas de acordo com o perfil identificado na avaliação.
Nos casos em que houver indicação de necessidade de acompanhamento, o aplicativo poderá orientar o cidadão a buscar atendimento nos serviços da rede pública de saúde.
A proposta, portanto, não é substituir uma consulta médica ou outro atendimento profissional. O recurso funciona como uma ferramenta de informação e identificação inicial de possíveis situações de risco.
A iniciativa também permite que o usuário tenha acesso a informações sobre os possíveis impactos do consumo de álcool antes mesmo de procurar um serviço de saúde.
Consumo excessivo de álcool aumenta riscos à saúde
O lançamento da ferramenta ocorre em meio a um cenário de preocupação do Ministério da Saúde com o consumo de bebidas alcoólicas no país.
Dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico apontam que 20,4% da população com mais de 18 anos consome pelo menos seis doses de álcool.
Segundo o Ministério da Saúde, esse padrão é classificado como consumo excessivo. O índice representa aumento de 4,8 pontos percentuais em relação a 2006, quando a proporção era de 15,6%.
A pasta considera o álcool um importante fator de risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). O consumo problemático está associado ao aumento da possibilidade de desenvolvimento de diferentes problemas de saúde.
Entre as condições relacionadas ao consumo estão câncer de mama, doenças cardiovasculares e transtornos mentais.
Por isso, ferramentas de identificação precoce podem ajudar a ampliar o acesso à informação e estimular a busca por atendimento quando houver necessidade.
Atendimentos relacionados ao álcool crescem mais de 157%
O Ministério da Saúde também registrou aumento expressivo nos atendimentos relacionados a problemas e condições associados ao consumo de álcool.
Entre 2016 e 2025, o número passou de 326,2 mil para 840 mil atendimentos, crescimento superior a 157%.
A evolução dos números reforça a preocupação com os impactos do consumo problemático sobre a saúde pública.
Nesse contexto, o Modera Brasil integra uma estratégia de ampliar a identificação de situações de risco e oferecer informações diretamente ao cidadão por meio de uma plataforma digital já utilizada para acessar serviços do Sistema Único de Saúde.
O recurso permite que a avaliação seja feita pelo próprio usuário, sem necessidade de deslocamento inicial até uma unidade de saúde. Caso o resultado indique necessidade de atenção, a ferramenta pode direcionar o cidadão para os serviços disponíveis na rede pública.
Serviço
- Ferramenta: Modera Brasil
- Onde acessar: aplicativo Meu SUS Digital
- Objetivo: autoavaliar o consumo de álcool e identificar possíveis níveis de risco
- Questionário: baseado no Alcohol Use Disorders Identification Test (Audit)
- Classificações: baixo risco, risco moderado e uso problemático
- Desenvolvimento: Ministério da Saúde e Universidade de São Paulo (USP)




