O advogado Walmir Medeiros, que faz a defesa da policial militar Júlia Nathalia Girão Gomes, foi detido nesta sexta-feira (14) após ser encontrado dentro do presídio militar onde a cliente está presa. Segundo informações obtidas pelo Portal GCMais, ele é suspeito de ter entrado na unidade prisional portando um celular.
O advogado foi conduzido para uma delegacia, onde a ocorrência deverá ser esclarecida. Até o momento, não há confirmação oficial sobre todos os detalhes que levaram à detenção de Medeiros ou sobre eventual procedimento criminal relacionado ao caso.
Júlia está presa preventivamente por suspeita de envolvimento na morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos. O policial foi encontrado morto dentro de um veículo incendiado na região do Ancuri, na divisa entre Fortaleza e Itaitinga, na manhã da última terça-feira (11).
Advogado foi encontrado dentro do presídio militar
A presença de Walmir Medeiros no presídio militar chamou a atenção das autoridades nesta sexta-feira. Conforme informações obtidas pelo Portal GC Mais, a suspeita é de que o advogado tenha entrado na unidade com um aparelho celular.
O equipamento e as circunstâncias da entrada do advogado deverão ser analisados pelas autoridades responsáveis pela ocorrência. Ainda não foram divulgadas informações oficiais que esclareçam se o celular teria sido localizado com Medeiros dentro da unidade ou em quais circunstâncias o aparelho teria sido levado para o presídio.
Também circula a informação, ainda não confirmada oficialmente, de que outro policial que estava custodiado na unidade teria percebido a situação e comunicado o fato às autoridades. O Portal GC Mais apura essa informação.
Até o momento, portanto, essa possível denúncia deve ser tratada apenas como uma informação em apuração, sem confirmação sobre quem teria comunicado a presença do aparelho ou em que circunstâncias isso ocorreu.
Walmir Medeiros atua na defesa de Júlia
Medeiros é o advogado responsável pela defesa de Júlia Nathalia Girão Gomes, presa no decorrer da investigação sobre a morte de Raphael Sampaio.
Nos últimos dias, o defensor concedeu entrevistas apresentando a versão da policial sobre os acontecimentos. Segundo ele, Júlia teria relatado que saiu do batalhão com Raphael e estava no veículo quando o soldado foi baleado.
De acordo com a versão apresentada pelo advogado, a policial afirmou ter presenciado os disparos, mas não soube informar quantos tiros foram efetuados nem explicar de que maneira o carro teria sido interceptado.
Medeiros também afirmou que Júlia estaria confusa e teria dificuldade para organizar cronologicamente os acontecimentos.
A versão da defesa ainda precisa ser confrontada com os demais elementos reunidos pela Polícia Civil.
Júlia está presa preventivamente
Júlia foi inicialmente encontrada amarrada às margens da BR-116, em Aquiraz, na manhã de terça-feira. No decorrer das diligências, porém, ela passou à condição de investigada pela morte de Raphael e foi presa em flagrante por homicídio.
Após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (13), a prisão preventiva da policial foi decretada. Ela permanece custodiada no presídio militar.
A investigação apura a dinâmica da morte de Raphael e a eventual participação de Júlia e de outras pessoas no crime.
Antoneudo também é investigado
O companheiro de Júlia, Antoneudo Ribeiro, também está preso e é investigado no caso.
Ele foi preso em flagrante na terça-feira durante as diligências. Na ocasião, segundo informações divulgadas sobre o caso, foram encontrados munições e documentos falsos durante buscas relacionadas ao investigado.
A prisão em flagrante foi posteriormente relaxada, mas Antoneudo permaneceu preso em razão de outro mandado. Nesta quinta-feira (13), ele passou por audiência de custódia e teve a prisão temporária decretada.
A eventual participação dele na morte de Raphael continua sendo investigada pela Polícia Civil.
Morte de Raphael é investigada
Raphael Sampaio, de 27 anos, foi encontrado morto dentro de um carro incendiado na região do Ancuri, na divisa entre Fortaleza e Itaitinga.
A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) identificou lesões provocadas por disparos de arma de fogo e apontou que Raphael foi atingido enquanto ainda estava vivo. O corpo foi carbonizado posteriormente.
O soldado era lotado na 2ª Companhia do 16º Batalhão da Polícia Militar do Ceará e havia ingressado na corporação em junho de 2022.
A Delegacia de Homicídios Contra Agentes de Segurança Pública (DHASP) conduz a investigação para esclarecer a dinâmica do assassinato, a autoria dos disparos e a participação de cada um dos envolvidos.
A detenção de Walmir Medeiros ocorre em meio ao avanço das investigações, mas a suspeita relacionada à entrada com celular no presídio ainda deverá ser esclarecida pelas autoridades.




